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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Nem o Corona nos cala!

Psicolaranja, 09.04.20

capa perfil.jpegO O Psicolaranja abre hoje, oficialmente, os Psico Quarentemas!

Nos próximos tempos, teremos várias conversas no Zoom sobre a pandemia que nos vem afetando. Estão todos COVIDados a participar nestes eventos, conversando com os brilhantes oradores que se juntam a nós.

Hoje, dia 9 de Abril, pelas 22h, iremos abordar o tema “Covid-19: o que se espera da Europa?”, com Carlos Coelho, umas das vozes mais conhecedoras da União Europeia e suas instituições. 

Para se juntarem a nós, basta acederem ao link: https://zoom.us/j/344420158


Será que temos uma escola inclusiva?

Matilde Carvalho, 09.03.20

Sonho com uma escola em que todos os alunos sentem que fazem parte dela. Um lugar de crescimento, que valoriza a diferença e não o contrário.
Mas, afinal, será que a escola promove a inclusão?
Não, infelizmente, não.
Os alunos que sofrem mais são os alunos com necessidades educativas especiais. O Decreto-lei 3/2008 veio proteger estes alunos com uma série de medidas que se ajustavam a cada aluno face às suas necessidades, permitindo, assim, uma maior equidade em termos de aprendizagem e de avaliação.
Com substituição deste Decreto pelo 54/2018 com intuito de promover uma escola inclusiva, acabou por prejudicar os alunos em alguns aspetos, na medida em que é ambíguo e inconclusivo relativamente às medidas e aos alunos que estão abrangidos.
Ainda temos um grande e longo caminho a percorrer relativamente à desinformação que existe nesta área e de como lidar com estes problemas.
As desigualdades são visíveis aos olhos de todos… Um aluno com dislexia pode beneficiar de mais tempo para realizar um teste, o que faz todo o sentido, visto que demora mais tempo a compreender as frases e não só. Então, porque é que estes alunos não beneficiam de mais tempo nos exames nacionais? Segundo o Guia para Aplicação de Adaptações na Realização de Provas e Exames – JNE. «A adaptação “tempo suplementar” destina‐se a alunos que realizam provas ou exames cuja duração e tolerância regulamentares se prevê não serem suficientes para a realização dos mesmos, (…). Excetuam‐se da aplicação desta adaptação as situações de dislexia ou de perturbação de hiperatividade com défice de atenção. Nestas situações apenas se pode recorrer à tolerância regulamentar aplicável à generalidade dos alunos.»
Afinal, é tudo menos inclusiva! A aplicação da Ficha A não chega para um aluno disléxico. É preciso mais. É injusto para um aluno com Dislexia, défice de atenção e hiperatividade não poder ter mais tempo num exame nacional, e é aqui nesta medida que vemos a desvalorização da diferença. O grave é não garantir ferramentas necessárias a alunos com necessidades educativas especiais para chegarem onde todos os outros chegam, isto é tudo menos inclusão. Eu diria que é mesmo um caso de exclusão da diferença.
É preocupante perceber que existe uma grande desinformação por parte dos professores e da comunidade educativa, que não sabe lidar com estes casos.
Ao mesmo tempo é relevante salientar que nem todas as escolas têm conhecimento do apoio que existe no acesso à faculdade a alunos com necessidades educativas especiais, nomeadamente o contingente especial para candidatos com deficiência, que garante a estes alunos uma maior facilidade ao acesso no ensino superior.
E, da mesma forma, a sociedade também não tem consciência de que um aluno que aceda ao ensino superior através deste contingente especial não tem acesso imediato ao estatuto de aluno com necessidades educativas especiais. Quando um aluno se candidata por este regime é por necessidade de medidas compensatórias para garantir que está em pé de igualdade com todos os outros. Se assim é, o estatuto devia ser-lhe imediatamente atribuído. Por que razão isso não acontece? Porque o diploma do aluno com necessidades educativas especiais é diferente dos restantes e alguns estudantes que acedem ao ensino superior por este regime preferem ter um diploma “normal”, rejeitando por isso as condições de aluno “especial”.
Em primeiro lugar, a diferenciação nos diplomas é uma discriminação grave. Uma discriminação de que não gosto, mas que tolero. Em segundo lugar, faz sentido um aluno candidatar-se por este regime quando não tem intenções de usufruir de nenhum estatuto, só para ter mais facilidade em entrar na faculdade deixando de fora um aluno que se candidata pelo contingente geral?
Sim, a deficiência existe e ao descaracterizá-la só promovemos a exclusão. Não se promove a inclusão cometendo estas injustiças para com alunos com necessidades educativas especiais, porque, afinal, somos todos jovens com sonhos e com objetivos e não é a diferença que nos diminui.

Queres um aeroporto? Espera mais 50 anos

Matilde Carvalho, 27.02.20
Ainda não era nascida e já se falava num novo aeroporto para dar assistência ao da Portela. Passados quarenta anos ainda se continua a discutir onde vai ser o aeroporto. Primeiramente era Beja, agora já passámos para a batalha ”Montijo vs Alcochete”. Mas, calma, que isto não fica por aqui... a partir de agora quem faz frente ao governo leva com o argumento "mudasse a lei!". Não sei se deva rir ou chorar com tanta ignorância junta. Ver um governo que não respeita a população que irá ser afetada e que não respeita o parecer das autarquias locais é triste.

Mas, atenção que a história não acaba aqui... Ainda não veio à discussão pública se é necessário um segundo aeroporto face ao da Portela, na medida em que pode descaracterizar a nossa capital.

Efetivamente a novela já parece ter fim mas até que surge uma nova cena. O Montijo já não serve pois a pista é muito pequena e ainda ninguém pensou que com a subida do nível da água do mar têm de distribuir galochas aos passageiros para saírem do avião... e lá vem a Greta dizer que avisou...

Quer se vá fazer um aeroporto quer não, só sei que não deixa de ser irónico o aeroporto de Beja albergar um dos maiores aviões do mundo e que serviu para resgatar pessoas da China.

 

O melhor mesmo é não construir nada e só falta dizer que o melhor é construir no oceano Atlântico...

E ainda falam da Joacine e do Ventura

Essi Silva, 06.02.20

Andam a fumar umas coisas ou a beber uns bagaços a mais. Ou então a mulher de César andou aí com um Marco António qualquer e nós não sabemos. 

É que só isso justifica que os nossos deputados tenham andado a dar tiros nós pés qual vingançazinha de "não me aprovas isto, eu faço-te o mesmo". 

 

Esses ilustres membros da nossa Assembleia da República esqueceram-se que estão ao serviço do povo, da Nação e não da mesquinhez política. 

Porque não sabem o que é passar frio e fome para manter as despesas energéticas baixas porque não há dinheiro para pagar 700€ por um T0 no Lumiar com os salários que temos. 

E já agora porque ainda não acordaram para o facto que obras adjudicadas ou em concurso já tiveram custos para o Erário. Ou então são burros, não sei o que mais  chamar. Porque só um burro é que acha que o metro de Lisboa pode esperar (mais uma) eternidade por um alargamento. 

Mas está tudo bem. O Coronavirus e as creches gratuitas (quais vagas????) é que são importantes.  

O que faz falta é acreditar a malta

Rui Pinto Reis, 06.02.20

Vivemos num país de fascistas de algibeira e teóricos de esquerda. Continuamos agarrados ao arquétipo que nos passaram e professamos as ideologias que, na teoria, nos parecem mais bonitas. O problema do país é estrutural. Falta coluna, falta conhecimento e, sobretudo, falta coragem.

Em Portugal a democracia é vazia, os partidos são hipócritas. Apregoam mensagens, vendem o que não têm e prometem cumprir o que não querem alcançar. A clivagem entre a esquerda e a direita é antiga. Desactualizada, até. Nos dias que correm, ninguém quer viver sem Estado Social, nem há uma alma que possa olhar para a Venezuela e dizer que o socialismo é que é o caminho. Neste admirável mundo novo, a esquerda usa iPhones que custam mais de dois ordenados mínimos e a direita reclama pela falta de investimento público.

Os tempos mudaram, as mensagens não. A política não se actualizou à velocidade dos tempos e os políticos ainda não entenderam que, aquilo que a era moderna nos roubou foi o direito ao esquecimento. As hipocrisias outrora esquecidas, agora ficam para sempre inertes no ciber-espaço e só aguardam que alguém as vá lá desinquietar.

Estes espectros, vultos do passado, não assombram só o presente de alguns. Assustam a população e afectam a democracia. Prova disso é a abstenção. Ao contrário do que se diz, as pessoas não deixam de votar por desinteresse. A não comparência dos votantes aos actos eleitorais é por descrença na política. Sobretudo, pelos actores que tem apresentado. A tradicional direita, sofre mais, porque a esquerda é mais barulhenta e sabe seduzir os jovens, faz acreditar os inocentes e aproveita esses votos para ir respirando.

Não somos um país de esquerda. As sucessivas vitórias dos partidos que a representam, não passam de derrotas do outro lado por falta de comparência. À direita falta garra e afirmação, falta pujança e coragem, falta, sobretudo, saber construir uma mensagem sólida para o seu eleitorado.

Vivemos no imediatismo do like, a comunicação política deixou de ser coesa e informada. Os políticos não percebem a falta de match que têm com o eleitor e acham que é por a direita estar velha e gorda. Não é! A direita partidária tornou-se uma influencer vegan que não dispensa um bom bife. Quem vota sabe. O povo é sereno, mas não é burro.

Já do lado do eleitorado, esta dificuldade dos partidos em "sair do armário", repercute-se numa direita, outrora homem vigoroso e hoje beata, menina de colégio, que faz gossips mas nunca dá a cara. É uma maioria silenciosa que prefere arcar com a lividez da submissão a viver com o rubor da luta e da afirmação.

O que a direita precisa não é de se refundar nem de renascer, não é de se encontrar nem achar novas bandeiras. O que a direita precisa é de soltar amarras e quebrar tabus linguísticos. 

Precisa de um líder, formado na sociedade civil, com carreira e provas dadas que diga o que todos pensamos, sem medo que lhe chamem seja o que for, porque quem está do lado da verdade nunca poderá ter medo. 

Até que este lider nato, a quem as pessoas reconheçam defeitos e virtudes apareça, questionem-se: iam a um nutricionista gordo?

De laranjinha a Laranja?

jfd, 20.01.20

E da inédita segunda volta, Rui Rio sacou uma simpática votação. É legitimanente lider do maior partido da oposição. Montenegro sai de cena. Ficam os apoiantes dos não vencedores e todos aqueles, que não querendo nada desta troika, contiuam com fé no PSD.

A todos estes peço que façam algo por esta laranja que, no fundo, continuo a gostar. Sem um bom e valente PSD, não há graça.

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#Credibilidade

Essi Silva, 14.01.20

Geralmente escrevo posts com títulos de músicas. Porque é o meu cunho pessoal. Mas o tema é sério e não dá mesmo para brincar.

Há 6 anos que me afastei da política. De uma forma gradual ao ponto de me manter atenta mas em quase tudo desligada. Voltei a comentar mas é mesmo porque tenho de fazer um desabafo: estou a chegar ao ponto da Credibilidade 0.

 

No dia em que conheci o Pedro Rodrigues há talvez 13 anos atrás, num debate na FDL era eu uma menina, pedi-lhe que trouxesse credibilidade à Jota. Porque estava cansada de defender ideias e políticas que não tinham outros defensores de peso, de confiança, com credibilidade.

Passei os anos seguintes à espera de encontrar essa credibilidade nos líderes do PSD. Vi-a em MFL, em PPC - do qual assumidamente nunca fui fã - mas agora Zero.

 

ZERO.

 

Não é só suficientemente mau ninguém ter percebido que há uma debandada do PSD (porque o Partido nas metrópoles está cada vez mais distante do militante de base e também de quem tem um cérebro); não basta todas as semanas ver bons companheiros - pessoas livres e cheias de energia para propor novas ideias, medidas executáveis para um programa e projecto de social-democracia, na promoção de um futuro para todas as gerações - a desfiliarem-se; como chegámos ao ponto em que temos um líder que - e não precisamos de pegar no último tweet que anda aí a circular - para além de só dar tiros no pé na imagem interna e externa, é muito claro em relação à sua intenção de sanear quem dele discorda, de comprometer a liberdade e espírito democrático que é necessário para quem, de facto, está num partido em prol do país e não de um título ou cargo.

 

Eu não vos estou a pedir que votem no Montenegro. Só vos estou a pedir que não votem num líder vingativo e pequenino. Em alguém que não respeita o ideal de liberdade, que não entende que divergir não tem de ser mau, que é demasiado egocêntrico para aceitar que só está a alhear militantes dedicados ao Partido e ao País. Que se dedica a apontar o dedo aos outros!

 

Porque quem se concentra em fazer oposição interna, e não ao Governo que está a delapidar a Saúde, Educação e Justiça, não é um Líder partidário credível e certamente não o será enquanto candidato a Primeiro-Ministro. Nem para os militantes que estão, nem para os que se cansaram de esperar por POLÍTICAS em vez de politiquice de vão de escada, e muito menos para o resto do país.

 

E antes que se ponham com ideias, votei Rio para o mandato anterior. E tenho vergonha. Mas como me ensinou o psicótico Salgado quando eu era a teenager da Jota: “fool me once, shame on you; fool me twice, shame on me”.

Ferrugem!

Psicolaranja, 13.01.20

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Um líder partidário disse esta semana que "Se não chegar a Primeiro Ministro tenho que fazer emergir o meu sucessor".

Está tudo errado nisto e subtilmente é a evidência de um sistema partidário que está podre.

1. Frequentemente as hostes partidárias queixam-se da falta de lealdade dos seus companheiros quando invariavelmente o que está em causa são caminhos e opções diferentes e não lealdades.

2. A lealdade é um elemento comportamental da relação entre pessoas. Relação que muitas vezes não existe.

3. A lealdade é pessoalista e sinalagmática. De pessoa para pessoa numa balança de deve e haver. O resto é vassalagem, próprio dos incapazes.

4. Ao exigir de uma estrutura um comportamento leal, não pode esse líder, de seguida, deixar de o ser também.

5. A melhor forma de não o ser é dizer a todos que não tenham aspirações escudando-se na exigência dessa lealdade. Isso é sequestro. É desleal.

Ao dizer o que disse apelou à lealdade das hostes no sentido de voto.

Da pior forma, claro.

6. A tendência dinástica é um cancro dos partidos que os racha em facções e os encaminha para guerras internas que a sociedade não gosta de ver e condena.

7. Parte do pressuposto autofágico e egocêntrico de que as melhores escolhas, mesmo quando deu provas eleitorais de ter tomado escolhas erradas, são as suas.

8. Cerceia a liberdade de uns e premeia a deslealdade dos indecisos.

9. Promove a luta em vez do trabalho.

10. A quantidade em vez da qualidade.

11. O conforto impera sobre a pluralidade e a pureza.

O resultado?

A quantidade diminui por falta de qualidade.

A deslealdade impera no regateio do voto.

Os bons fogem, os maus ficam.

A democracia perde.

No caso, a Direita perde.

E precisa tanto de ganhar como de mudar para o conseguir.

Declaração de Nuno Freitas

Acompanhamento da noite eleitoral com Miguel Pinto Luz

Matilde Carvalho, 11.01.20

Estou a acompanhar in loco a noite eleitoral da candidatura do Miguel Pinto Luz. O candidato ainda não chegou, mas já falou Nuno Freitas em nome da candidatura. Segundo o mesmo já é uma vitória o registo de votos em todo o país. 

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