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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

UV 2011: Dia 3

Paulo Pinheiro, 01.09.11

 

 

 

 

Maria Inês Abreu

19 anos

Almada

 

Por ser estudante universitária de Administração Pública, e de me interessar particularmente por estas matérias, está bom de ver que um dos dias dos quais mais expectativas tinha e que mais ansiava, era precisamente o dia de hoje, devido ao seu magnífico painel de oradores, como: o Ministro Dr.

Miguel Relvas, que revelou, explicou e detalhou brilhantemente, uma série de medidas de reforma administrativa (na minha opinião urgentes, e acertadas), que serão implementadas, e que farão com que finalmente se veja uma redução significativa e rigorosa, do peso excessivo das Autarquias, da Administração Central, Regional, etc. 

Enfim, de tudo o que está “a mais” nas estruturas da nossa Administração Pública.

 

O Dr. João de Deus Pinheiro começou por evidenciar a urgência de vários aspectos ligados às políticas europeias que acabam por ter repercussões em várias questões de todos os países que constituem a União Europeia. Importante e actual tema, quando estamos “sob a mira” dos outros países, que começam agora a acreditar na seriedade e rigor das nossas políticas económicas e financeiras.
Também esclareceu os alunos das mais variadas questões em torno do tema.

 

Finalmente, o dia terminou com uma espectacular apresentação do Eng. Ângelo Correia, que abordou temas desde a importância do empreendorismo, até à enorme capacidade que Portugal tem na área da aquacultura, na qual devia investir mais. Orador excelente, claro e inequívoco.

Chegando até mesmo a falar sobre os vários tipos de planeamento, e dizendo que nos tempos da ditadura, Salazar planeava as coisas meticulosamente, de modo a garantir o equilíbrio e o desenvolvimento do país, tanto para esse ano, como para os 20 anos seguintes, mas que nos anos recentes da Democracia, se se fez algum planeamento, foi para o próprio ano (quiçá visando apenas o trimestre seguinte…), esquecendo-se as gerações futuras e hipotecando assim o futuro.

 

A minha experiência aqui, na Universidade de Verão, tem sido gratificante e bastante útil para o meu crescimento pessoal, político e intelectual. 
E, este 3ºdia da UV2011, foi, para mim, dos melhores, pois abordou temas muito actuais, urgentes e pertinentes, face à situação actual do país.

Penso que todos devemos reflectir sobre estes importantes assuntos, e pautar os nossos actos pelos bons exemplos que nos traz à memória do nosso Partido.
Como disse Francisco Sá Carneiro, "a força forja-se na luta, a firmeza no combate pelos princípios e a coragem no enfrentar da crise".

 

 

Hugo Gonçalves

30 Anos

Almada

 

Nos dias de hoje ouve-se muito a seguinte frase: “Estou farto, BASTA!”. Assisti ontem à intervenção do Eng. Ângelo Correia onde se discutiu sobre empreendorismo e o futuro económico português. Eu como jovem licenciado, já com alguma experiência profissional, académica e de investigação anseio por constituir a minha própria empresa e deixar uma marca positiva de Portugal e dos portugueses no mundo. Foi com enorme emoção que ouvi as palavras do Engenheiro e pergunto-me… Será que em Portugal não há mais ninguém que pense assim? Foram transmitidas ideias concretas de mercados onde poderemos apostar, mas sempre, sempre aliadas à responsabilidade do governo em planear a longo prazo uma estratégia nacional. São estes os pressupostos para uma retoma económica portuguesa e europeia. Retomo a minha frase inicial, “BASTA!”, é hora de afastar os “velhos do Restelo” que não permitem dar o passo em frente, sufocam a política e a sociedade e dar hipótese aos jovens para que com eles possamos construir um futuro mais risonho. Acabo com uma frase do Eng. Ângelo Correia dirigida aos jovens portugueses: “Pensem! Pensem mesmo mal! Mas pensem e expressem o que pensam! Um país que pensa, expressa e organiza é um país com futuro.”

 

 

Joana Graça Moura

19 anos

Lisboa

 

“La politique est l’ensemble des procédés par lesquels des hommes sans prévoyance mènent des hommes sans mémoire.”

Jean Mistler

 

Era esta a minha opinião. Nunca fui pessoa de me interessar por política. Não por achar que não era importante, mas por não conseguir compreender a articulação do jogo político. Sempre que me tentava informar não via senão uma peça de decepções e mentiras, cujos actores se entretinham a jogar ao telefone estragado e ao “diz que disse”.  Não via senão uma teia emaranhada de ódios e ataques pessoais na qual os diferentes partidos políticos não me pareciam conseguir trabalhar juntos para o bem comum. Mas dizer mal daquilo que desconheço, punha-me no patamar de todos aqueles que criticava. A minha indiferença evoluiu assim para curiosidade. Candidatei-me à Universidade de Verão do PSD com a esperança de satisfazer esta curiosidade.

 

Não sou filiada ao PSD, embora simpatize com grande parte das suas políticas. Ao longo dos últimos quatro dias, em altura nenhuma me senti posta de fora ou forçada a adoptar esta ou aquela opinião. Antes pelo contrário, fiquei positivamente surpresa pela UV promover o diálogo entre diferentes pontos de vista, incluindo no ciclo das suas conferências políticos como  Mariano Rajoy ou Mário Soares, cujas intervenções estou ansiosa por ouvir.

 

Ao mesmo tempo, considerei particularmente inteligente a forma que a UV encontrou de abordar temas polémicos da actualidade. Por exemplo, ao distribuir trabalhos de grupo que passam por encontrar soluções para determinados problemas da actualidade e expô-los oralmente ou por apresentar propostas de lei, resoluções do conselho de ministros e programas de governo no âmbito de um exercício de simulação da Assembleia.

 

Tive o prazer de assistir a intervenções como a de José Matos Rosa, Carlos Carreiras, António Manuel Ribeiro, Manuel Meirinho, Jorge Moreira da Silva, Manuel de Lemos, Nuno Crato, Miguel Relvas, João de Deus Pinheiro, Ângelo Correio, Carlos Coelho, Rodrigo Moita de Deus, cobrindo a mais variada amplitude de temas. Tive ainda a possibilidade de colocar perguntas a outros políticos e de receber as suas respostas.

 

Tenho muita admiração por esta iniciativa do Partido Social Democrata, nomeadamente de Carlos Coelho, que manifesta um interesse profundo pela evolução da sociedade. Estimo que todos aqueles que a critiquem não têm interesse nenhum pelo progresso do pais, ou então que preferem manter no palco político uma elite ultrapassada, não apostando nas novas gerações e no input que estas podem trazer para a vida política.

Agradeço o privilégio de poder fazer parte desta experiência que para além da informação que disponibiliza, promove também o desenvolvimento de valores e princípios que tanto parecem faltar a alguns políticos de hoje em dia.

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