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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Jovens são os trapos

Paulo Colaço, 08.05.08


Diz Constança Cunha e Sá no Público de hoje "Pouco importa que os "jovens" sejam um segmento da população particularmente limitado pelo seu umbigo e pelo imediatismo dos seus interesses", para logo a seguir concluir "Numa sociedade infantilizada que estigmatiza a velhice e privilegia a novidade, a juventude adquiriu um valor irrefutável que ninguém se atreve a contrariar".

Termina assim "Se metade dos jovens inquiridos não sabe qual o número de Estados da União Europeia, desconhece quem foi o primeiro Presidente eleito após o 25 de Abril e não faz ideia se o PS tem maioria absoluta no Parlamento, o melhor que os políticos têm a fazer é pensar melhor no que se tem passado na Educação."

Discordo quase em absoluto do primeiro parágrafo, confundir a juventude com a infância é um erro grave e perigoso. Hoje em dia o paradigma social é diferente, os jovens são jovens até mais tarde, por um lado ainda bem, é sinal de que as condições de vida melhoraram e de que hoje podemos dar-nos ao luxo de vivermos a vida que queremos e não a que nos é imposta pelas condições sociais e isto sim é um excelente indicador de qualidade de vida e de democracia. Outra coisa bem diferente é dizer que "os jovens" (que bonito é utilizar umas aspas como figura de estilo), ou seja, a juventude é uma cambada de irresponsáveis "Morangos-com-açucar-ó-dependentes" (eu também sei usar aspas).

Como diria o Tiago Sousa Dias não confundamos a beira da estrada com a estrada da Beira, é que isto das sinédoques dá jeito na escrita, mas na vida real raramente se aplicam. E para comprovar isso mesmo convido as/os Constanças Cunhas e Sás deste mundo a visitar uma secção da JSD (sim uma das "Escolas do crime") para que possam comprovar que "a gente não somos parvos".

No entanto, no segundo parágrafo mora uma crítica certeira e com a qual concordo, se há problemas, e com certeza que os há, "o melhor que os políticos têm a fazer é pensar melhor no que se tem passado na Educação". Citando Eça "é a basezinha".

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