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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O estado de uma Nação

Essi Silva, 18.10.12

 

Ando parva com as últimas notícias. 

Só se fala de crise, de impostos, de asfixia. Aquela que era a asfixia democrática de outrora, foi substituída pela asfixia fiscal.

 

O problema, é que o país não funciona se pensarmos só em impostos e contas matemáticas. A Justiça e a Saúde, não são pilares essenciais do nosso país? E quando não pudermos confiar em quem nos deve proteger e servir?

 

Como é que situações como esta, se sucederam?

 

"Perante a comissão parlamentar, o presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), Hélder Trindade, denunciou que no Lusocord foram encontrados kits para recolha de sangue do cordão umbilical guardados junto a sanitas, embalagens fora do prazo de validade e processos clínicos armazenados sem condições. Segundo a Lusa, Hélder Trindade, que mostrou fotos para sustentar as denúncias, afirmou também que 21% das 8441 amostras criopreservadas se encontram contaminadas e que das 6618 que estarão em condições só cerca de 2000 deverão ser usadas. Também disse, a propósito das queixas da ex-directora acerca da falta de recursos humanos, que aquela recebia um vencimento de cerca de 12 mil euros por mês. Para além disso, levantou dúvidas sobre os montantes gastos com a estrutura."


Estamos num país de terceiro mundo, só pode. 


Ou esta?


"Lorosa de Matos conseguiu enganar duas vezes a Justiça. Em 2003, convenceu a família de Rui Pedro de que conhecia o paradeiro da criança – e o Ministério Público (MP), convicto de que tinha de se fazer tudo para resgatar o menino, conseguiu que lhe fosse concedida uma saída precária. Passou a fronteira e só sete anos mais tarde, depois de ter ludibriado duas magistradas com quem manteve um relacionamento, foi apanhado pelas autoridades.

Sónia Moreira e Sílvia Marques Bom, ambas procuradoras-adjuntas do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, acabam de ser acusadas de violação do sigilo profissional, falsificação de documento e abuso de poder, entre outros crimes, por terem passado dados pessoais de cidadãos e altos quadros da magistratura e da Polícia Judiciária (PJ) ao burlão, que se fazia passar por coordenador da Interpol."

 

As duas magistradas, uma delas apontada como uma "mulher solitária (?!) que passava as noites presa a chats da internet", cederam dados pessoais de cidadãos, permitindo ao arguido forjar identidades, entregou informações sobre os dados pessoais de dezenas de juízes e membros da PJ, sabendo a determinado ponto quem o arguido verdadeiramente era, uma delas até lhe emprestou 18 mil euros...!

 

É preciso estarmos num país muito distorcido quando até os nossos magistrados, se deixam enganar, por causa de solidão e amor! O Estado reflecte a qualidade das pessoas que o compõem. 

 

Ética no nosso país?

Deixem-me rir.