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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Um Sonho para os que ficam...

Bruno Ribeiro, 05.01.08
Em comunicado oficial, a ASO (entidade organizadora do rali Lisboa-Dacar) cancelou a prova deste ano, justificando-se com “as actuais situações de tensão politica, o assassinato de quatro turistas franceses, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo do Al-Qaida, no Magreb islâmico, e acima de tudo as ameaças, directas, lançadas contra a prova, por movimentos terroristas”.

A desilusão com a anulação foi geral. Os pilotos não esconderam a sua frustração, João Lagos (o responsável pela organização portuguesa) mostrou-se preocupado com a reacção dos parceiros e com o futuro, as autarquias envolvidas ponderam pedir indemnização pelos valores investidos.

Já o Ministro do Turismo da Mauritânia desconfia… Acha que as ameaças da Al-Qaida são pouco credíveis, garante a segurança, fala de dois mil militares e dois mil civis disponíveis para garantir a segurança da prova no território. Mas a declaração que mais me chamou a atenção foi esta: “A melhor forma de combater o terrorismo é enfrentá-lo”. Diz ainda o senhor Samb Ba Madine que “o Rali é um símbolo e os símbolos devem ser consagrados. E a melhor forma de o fazer é enfrentar quem os desafia”.

Não sou fundamentalista da guerra contra o terrorismo. Mas sinto que se o Dacar fraquejou este ano, depois de ter uma história de enfrentar perigos, instabilidade política em território africano, assaltos, raptos, entre outros, a verdade é que – em coerência – muito dificilmente voltará a realizar a prova nos próximos anos. Não se antevê uma mudança milagrosa no espectro político dos países africanos por onde a caravana passa nem um abrandar da actividade terrorista. Que eu saiba…

E os psicóticos e psico-amigos, adiavam?

“Um desafio para os que vão; um sonho para os que ficam”
Thierry Sabine, inventor do Rali Dacar

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