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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Passos para o futuro (11)

jfd, 28.06.10

Um PSD forte quer-se conhecedor de si próprio e perfeitamente fundido com a sua história contendo em si uma dinâmica de actualização que o torne relevante hoje e amanha.

Chega então a revisão do PSD tal e qual como o conhecemos. E toda a sociedade vai ser chamada a participar. Desejo e espero que seja um processo rico em participações e com bons resultados. Que não seja um cliché e que seja interessante. Que agregue e não afaste. Que inclua e não exclua. E com esta liderança será tudo aquilo que desejo, com toda a certeza.

 



(...)A revisão do Programa do PSD vai ser objeto de uma discussão alargada, no âmbito de um processo aberto aos militantes e aos cidadãos em geral.

José Pedro Aguiar Branco vai presidir à Comissão de Revisão do Programa do PSD que terá como base uma ideia que o PSD defende desde 1974: "o Estado não deve ser prestador, mas sim regulador".

O Processo de revisão do Programa do PSD vai decorrer até ao final do primeiro trimestre de 2011 e levar à realização de muitas reuniões internas e externas (quinzenais) com o objetivo de recolher contributos dos militantes e da sociedade em geral.(...)

 

PsicoTertúlia pelo Porto

Diogo Agostinho, 28.06.10

 

Foi na tarde de sábado que decorreu mais uma PsicoTertúlia com o tema "Era uma vez o PPD". Depois da tertúlia com Conceição Monteiro, o nível estava bem elevado. As expectativas de ouvir mais histórias da fundação do PPD e de conhecer um pouco melhor Sá Carneiro eram elevadas.

 

Ora, decorreu no Café Guarany, espaço muito agradável e bem na Avenida dos Aliados mais um momento delicioso de conversa. Com um Porto de Honra a abrir, quem se deslocou até ao referido café contou com duas pessoas de enorme valor e riqueza. Os oradores, Dr. Amândio de Azevedo e Dr. Ribeiro da Silva vieram com toda a vontade e alegria recordar momentos de enorme emoção. Com a moderação de João Paulo Meireles, a quem muito agradecemos, pois até deixou um casamento para vir moderar o debate, desfrutámos de uma conversa interessante e profícua. Os nossos oradores começaram por recordar cada um à sua maneira os tempos antes da fundação do PPD. Até chegarem claro ao fundador do Partido. Realçaram a enorme capacidade de Sá Carneiro em atrair os melhores e criar o entusiamo assim que falava. Pessoa de principios e de enorme correcção, sentia-se que tanto o Dr. Amândio, como o Dr. Ribeiro da Silva falavam emocionados de Sá Carneiro.

 

 

Lembraram ainda os tempos em que a JSD teve um importante papel como seguranças dos mais velhos. Apoiavam e estavam sempre na linha da frente. Lembraram Rui Rio, Menezes, Aguiar Branco e Agostinho Branquinho, ou não estivéssemos no Porto, e falaram da enorme dificuldade que sempre existiu no PSD. As lutas internas, os Congressos, os Conselhos Nacionais, as Opções inadiáveis, um sem número de histórias.

 

Falaram do PSD em contraponto com o PS. Tocaram no ponto! Sempre que existiram momentos de Revisão Constitucional, sempre foi o PSD a querer o avanço do País, com o PS a contabilizar ganhos e perdas eleitorais.

 

Os que ouviram perguntaram, questionaram os nossos convidados e só ficaram com pena de não ter durado a noite toda.

 

 

Quanto aos nossos oradores, deixaram uma mensagem de esperança aos presentes. Lutarem pelo que acreditam. Mas, sobretudo demonstraram que não estão de todo "acabados". Que enorme riqueza tem este PSD espalhada por todo o País. São pessoas destas que podemos e devemos aproveitar. Pessoas que conhecem as histórias, a génese, a origem do nosso Partido. Pessoas que devemos escutar com atenção.

 

Para o sucesso desta tertúlia, e com um tratamento cinco estrelas, importa sublinhar o trabalho exemplar da JSD Porto, na pessoa do João Paulo Meireles, da nossa Psicótica Catarina Rocha Ferreira, incansável e do nosso PsicoAmigo Luís Melo, de um apoio crucial.

Novos tempos...

Paulo Colaço, 27.06.10

 

Nos últimos dois anos, cerca de 190 clubes de vídeo fecharam portas.

Há dias, tentei comprar um CD dos Beatles para oferecer. Estava no Saldanha, onde existem três centros comerciais quase colados. Lojas de música nem vê-las.

A pirataria, nacional e internacional, seca algumas actividades comerciais. As tecnologias de partilha e realidades como o MEO fazem o resto. Comprar um CD é para excêntricos. Ir ao cinema ver um filme é para tolos, quando se pode “sacar” na net. Ver o jornal em papel é para info-excluídos.

Há negócios em decadência. Devemos considerá-lo normal? Ou será um problema? Se sim, como resolver?  

Keep your friends close, but keep your enemies closer...

Essi Silva, 26.06.10

 

https://1.bp.blogspot.com/_99DycwaZ1zg/S6pO3Sp1ogI/AAAAAAAANVU/V-4-Y71W5TA/s400/Pedro_Passos_Coelho_1.JPG

 

400 anos antes de Cristo, já Sun Tzu, um dos primeiros realistas políticos e um dos maiores estrategistas militares, afirmava que manter os inimigos por perto era algo tido como essencial.

Talvez assim se justifique que o PSD, através de Miguel Relvas, tenha afirmado que quando o PSD ganhar as legislativas "mesmo com maioria absoluta, contamos com o CDS e com o Dr. Paulo Portas".

 

Este foi o mesmo CDS e Paulo Portas, que criticou há um mês duramente o PSD, afirmando que «Nunca pensei que o PSD desse o seu voto ao aumento de impostos sem garantir que a nova ponte [sobre o Tejo] é repensada, que as concessões rodoviárias vão ser postas por uma ordem de prioridade e que se vai cortar a sério nas despesas do Estado».

 

Eu pergunto ao PSD: é estratégia, ingenuidade, ou pura boa vontade (demarcada por alguma ingenuidade claro)?

2010 - Odisseia na esquadra

Essi Silva, 25.06.10

 

Sou uma pessoa que defende a Justiça. Defendo que os polícias não têm suficientes condições, que o Ministério Público está preso por amarras processuais e burocráticas, que o sistema judicial tem falta de recursos humanos.

Basicamente acho que há muito para ser melhorado.

 

Day one - Terror in the night!


Na terça-feira à noite um amigo meu foi furtado ao meu lado, num restaurante, por dois indivíduos brasileiros.

Nessa mesma noite, fomos participar o furto na esquadra mais próxima ao domicílio.

Entre chaves de casa e do escritório, chaves e rádio do carro, pen usb com trabalho e dados de clientes, fora os documentos identificativos e cartões de débito, as perdas foram preocupantes.

Chegámos à esquadra e fomos prontamente recebidos. Afirmei de imediato que poderia fazer um reconhecimento de pelo menos um dos suspeitos - parecia-se com um conhecido meu, e portanto a cara tinha-me ficado gravada na memória.

 

Quando acabámos de prestar declarações, o agente informou-nos que poderíamos acrescentar dados novos ao processo. Perguntei-lhe se haveria a possibilidade de me deslocar à esquadra para fazer um retrato robô ou algo similar. Disse que com os dados do processo o poderia fazer a qualquer altura, em qualquer esquadra.

 

Day Two - Running around

 

No dia seguinte, o meu amigo foi bloquear o IMEI do telemóvel a um centro comercial. Deslocou-se então à esquadra mais próxima para dar o número do IMEI do telemóvel. 3 agentes estavam a atender uma senhora. Disseram ao meu amigo que não tinham tempo para o atender e que ou fosse a outra esquadra ou voltasse mais tarde.

Foi então à primeira esquadra para participar os novos dados. Quando se desloca ao banco, disseram-lhe que um dos cartões fora apreendido por um Multibanco. Não disseram onde.

Pelo dia foi pedindo segundas vias da Carta de Condução e Cartão Único e mudando as fechaduras de casa (para depois o seguro lhe dizer que como foi um furto e não um roubo - já que não foi violento - não recebia o valor que gastou).

 

Day Three - Câmaras para quê?

 

O meu amigo voltou ao banco. Quis saber onde é que o cartão tinha ficado retido. Num Balcão perto do Rato, relativamente próximo do local onde fora furtado. Lembrou-se que poderia haver uma câmara que ajudasse a identificar os autores.

Deslocou-se à PJ. Simpaticamente, informaram-no que poderiam efectuar nova queixa, mas que iria para a PSP, dado ser do seu âmbito. Foi à esquadra. Só na manhã seguinte se poderia ir à dependência, já que o banco já fechara. Voltei a ir com ele e a reforçar que poderia fazer um retrato robô. Desta vez o agente disse que só se me deslocasse à PJ.

 

Day Four - Notification please

 

De manhã cedinho voltámos à esquadra. Telefonaram para a dependência do banco. O Multibanco da rua não tinha câmara.

Disse que era uma pena. Assim só poderia identificar na PJ. A agente finalmente acordou e passou-me uma notificação para me deslocar à PJ e fazer um reconhecimento fotográfico (que não era o que queria, mas enfim).

 

Conclusões:

 

- Tenham cuidado em todo o lado. Lisboa está cada vez mais insegura.

- Quando forem assaltados digam que foram roubados (com violência ou ameaça física), senão, esqueçam o seguro. E se ficarem sem chaves de casa, não mudem as fechaduras. É mais fácil fazer uma participação ao seguro depois de chegarem a casa e perceberem que foi "limpa", ou acordarem a meio da noite com ladrões armados nos vossos quartos.

- Cancelem imediatamente os cartões - assim se forem apanhados, talvez haja câmaras que identifiquem os ladrões

- Todos os multibancos deveriam ter essas câmaras embutidas, ou pelo menos nas paredes, para proteger os clientes em casos de roubos e furtos. Afinal, temos legislação para quê?

- Quando forem participar algo do género, desloquem-se à PJ. Não é da sua competência e o processo é reenviado para a PSP, mas pelo menos são mais diligentes e atenciosos.

- 5 visitas à esquadra e só na última me arranjam um mísero papelinho para poder fazer um reconhecimento que nem é tão eficaz como o que sugeri. Afinal, fui eu que não fui clara, ou foram os agentes que não me souberam dizer o que fazer ou ajudar a fazê-lo?

-  Façam backups constantes dos vossos dados em pens e telemoveis...nunca sabemos quando o azar bate à porta.

- Tentem procurar esquadras com 6 ou mais agentes de serviço. Se 3 só conseguem atender uma senhora, então para vos atenderem a vós serão precisos mais de seis...

 

 

Porquê?

Diogo Agostinho, 25.06.10

"Sempre me perguntei: porquê eu? Talvez porque tive coragem nos momentos difíceis"

 

Não sou fã de Mário Soares. Nem tão pouco me identifico com a sua visão do mundo. Teve um papel importante no nosso País. Mas está sinalizado no tempo. Foi um Primeiro-Ministro que teve dificuldades e um Presidente que colocou dificuldades ao então Primeiro-Ministro Cavaco Silva.

 

Porém, ao ler uma entrevista que deu, referiu algo que demonstra muito a natureza de um grande político. Questionado sobre a sua carreira e os cargos que ocupou afirmou isto:

 

"porquê eu? Talvez porque não hesitei e tive coragem nos momentos difíceis."

 

Ora, esta é a grande diferença. Os típicos calculismos, as contas feitas, as teorias do melhor momento para entrar, podem levar as pessoas que legitimamente têm ambição a perder o comboio. Ou melhor, a perder a oportunidade de fazer algo pelo seu País.

 

Conheço uns quantos assim...

País de faz de conta...

Guilherme Diaz-Bérrio, 23.06.10

 

Em declarações ao i, João Oliveira, deputado do PCP e membro da  comissão de Ética, explica que a Assembleia da República só se pronuncia sobre o levantamento da imunidade parlamentar a deputados.

I Online

 

Então o Primeiro Ministro não é responsável perante a Assembleia da República? O parlamento não se pode pronunciar sobre a imunidade do Primeiro Ministro? Está tudo louco nesta terra?