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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

Para que a culpa não morra solteira... ou viúva.

João Marques, 02.11.10

 

 

 

Aguiar Branco teve hoje uma excelente intervenção na AR. Finalmente o dedo é colocado na ferida, com sal marinho, sumo de limão e aguardente. É de culpa que temos de falar, não para expiar pecados, mas para que se prestem contas ao país das asneiras cometidas. A minha geração vai discutir anos a fio de quem foi a culpa, por isso é bom ver alguém poupar-nos tempo e não deixar que a história se reescreva por vencedores e vencidos de circunstância. Claro que o PSD fez asneiras no passado, mas esta, meus amigos, é a crise do PS, é a crise de Sócrates e é isto que eu vou contar aos meus filhos e netos quando eles me perguntarem porque é que o Burkina Faso tem um PIB superior ao português (nunca digam nunca).

Era Melhor Não Deixar Ferver

Miguel Nunes Silva, 02.11.10

Parece ser o actual zeitgeist o facto de os líderes já não terem tempo para planeamento. Quem pode culpar os Americanos com eleições à porta e

duas guerras em mãos? Ou os Europeus, com crises financeiras gravíssimas? Ou os asiáticos, ocupados com a gestão da sua própria ascenção?

 

Talvez por isto as tensões no Médio-Oriente não atraiam as atenções até ser demasiado tarde. Mas não é razoável que depois de elas rebentarem, a 'comunidade [ocidental] internacional' venha de imediato tentar pôr água na fervura com cessares-fogo às três pancadas, como é habitual.

 

A UNIFIL, força da ONU no Líbano, da qual Portugal faz parte, nunca foi eficaz. Muitos culpam o seu mandato cujas regras de beligerância não permitem o uso da força mas na verdade, que países estariam dispostos a serem parte activa do conflito? No entanto, a UNIFIL poderia perfeitamente ser útil através da monitorização independente. Infelizmente, até isto parece ser uma exigência demasiado alta para aquela força. Passo a explicar: depois da guerra de 2006 entre o Hezbollah e Israel, a UNIFIL mobilizou para a zona de fronteira para impedir mais escaladas de tensão entre as duas forças. No entanto, o perigo actualmente vem de longe da zona de fronteira pois o Hezbollah, longe de ter sido desarmado, reequipou-se com mais e melhor poder de fogo do que nunca e possui agora bases na fronteira com a Síria que lhe permitem bombardear Israel de muito longa distância. A UNIFIL não acompanhou e continua na fronteira com Israel, tendo perdido qualquer relevância.

 

Juntemos a isto o conflito sectário iminente no Líbano, aonde o Hezbollah e seus aliados têm agora a capacidade de usurpar o poder através da força, o que poderá acontecer quando a ONU divulgar um relatório que poderá implicar o 'partido de Deus' no assassinato de um ex-PM. Adicionemos ainda as tensões em torno de novas descobertas de gás natural e petróleo em águas internacionais no Mediterrâneo oriental e um Congresso Americano dominado pelo partido Republicano favorável a Israel.

 

Finalmente, fica o aviso: Israel prometeu que em caso de bombardeamento de Tel-Aviv, a retaliação não se faria contra o Hezbollah mas contra Damasco.

Trapalhada!!

Diogo Agostinho, 02.11.10

 

Ora, esta novela mexicana do orçamento foi qualquer coisa. O que vimos nós? Um par de meses a dizer que se aprovava, que não se aprovava. O Governo de um lado, o PSD do outro. Exigências em praça pública.

 

Depois veio o bom senso, duas equipas para negociar. Estava tudo tranquilo, até que se deu o corte. Depois do corte, foi o apelo do Senhor Presidente, foi o Conselho de Estado, mas entretanto paralelamente voltaram a negociar. Depois saiu informação de que afinal já existia acordo. Mas o actual líder do PSD dizia em Gaia que não. Mas saia comunicado a dizer que no dia a seguir iria ser dito. Entretanto sai acordo, via telemóvel de Catroga, na casa do próprio. Entretanto saem acusações do PS a dizer que as ideias do PSD custam x.

 

Mas alguém se entende no meio disto tudo?

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