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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

Conceito de Superávite

Ricardo Campelo de Magalhães, 21.11.12

A quantidade de pessoas que não sabe o que é ou o que significa um…

Superávite

É incrível o número de pessoas formadas que eu encontro que não sabem o que é.
E das que sabem, as que não conseguem escrever a palavra.
Testem vocês mesmos e assustem-se!


(se não sabiam, vejam aqui o significado na Wikipedia e finjam que sempre souberam)

FMI avisa que Portugal poderá perder uma geração qualificada

Essi Silva, 20.11.12
Tia Christine - Olha Pedrinho, tens que ter cuidado com essas tácticas económicas, que se não correrem bem, os putos bazam todos e depois é só gente da Casa dos Segredos.
Tens de cortar nas gordurinhas, cobrar mais impostos, tirar os luxos aos pobres e obrigar toda a gente a pagar mais. Sê austero.

Pedrinho - Mas Tia Christine, no outro dia não disse que a austeridade não estava a correr como devia e que se calhar não era o caminho?

Tia Christine - Mais ou menos.

Pedrinho - Então qual é a alternativa à austeridade?

Tia Christine - Austeridade.

Pedrinho - E os putos licenciados sem emprego que estão a bazar?

Tia Christine - São os coitados da crise. Tenta dar-lhes portáteis à borla a ver se eles se calam!


É assim que cada vez mais imagino as conversas desta gente. Sim, porque a Lagarde é tão esperta, tão inteligente, que precisa de explicar que Portugal vai perder (nao está já?!) gente qualificada.

Think Tanks

PsicoConvidado, 19.11.12



O poder do intelecto ou o elevador para o exercício de funções?

 

Seguindo uma tradição muito americana, cada vez surgem nos Estados do Velho Continente, fundações, institutos e centros de estudos associados a organizações políticas, designadamente partidos.

 

Sob o pretexto (que nem sempre será o verdadeiro motivo) de se procurarem soluções apuradas do ponto de vista técnico, alicerçadas em

 

investigação e muitas vezes comparando até realidades distintas daquela sobre a qual se pretende intervir ou propor, aparecem contributos de pessoas que temos tendência a achar credíveis…não estamos a falar de “boys” mas sim de “quadros” que trazem consigo a verdadeira (ou aparente) credibilidade.

 

Ora, isto acontece em grande parte porque não estão associados a cartões de militância nem carreirismo, logo as suas ideias, não acarretam agendas escondidas, interesses ocultos e são genuinamente apresentadas com boas intenções por aqueles que efectivamente estudaram e que assinam com “neutralidade” como nome do meio.

 

 

O pior é que a res publica tem destas coisas…É uma “coisa” tão esquisita que depois potencia que sejam esses indivíduos a exercer responsabilidades, facilmente em detrimento de pessoas competentes e válidas mas que cometem o crime de execução continuada de militar em partidos políticos.

 

Pessoalmente revelo alguma desconfiança quanto a estes governantes tecnocratas, ou ditos da sociedade civil, por vários motivos : por um lado geram

indefinição nos posicionamentos, designadamente ideológicos e de longo prazo, dos partidos. Por outro, são pessoas cujo percurso será sempre menos escrutinado. Para terminar fico com a sensação que desta forma se premeia muitas vezes agentes que quando decidiram seguir esta via, provavelmente já o fizeram, precisamente com a intenção de fugir dessa terrível acusação/doença de partidarite – e assim continuamos a descredibilizar todos aqueles que já estão descredibilizados e que com coragem se expõem permanentemente.

 

Sic transit gloria mundi!

 

Psico-convidado

João Paulo Meireles

PSICOCONVIDADO - Joaquim Castro de Freitas

PsicoConvidado, 16.11.12

 

“Desculpe Sr. Manifestante, está a obstruir a via e a arrancar o paralelo e, por isso, solicito a sua compreensão para a desimpedir calmamente se isso não lhe causar incómodo uma vez que a manifestação já terminou. Muito obrigado!”

 

 

Ainda acerca da manifestação, dos avisos da policia, da reiterada birra e da carga policial que se seguiu:


Muitos portugueses cumpriram o seu direito à greve.

Os números das adesões foram o costume, o que mais interessam a cada um dos intervenientes.


Mas, dois dias depois, quando tudo voltou à normalidade e nenhum dos problemas, até ver, foi resolvido ou está sequer mais próximo da solução, eis um balanço possível:


Nesta altura o país perdeu muitos milhões de euros, os grevistas perderam o salário de um dia de trabalho, as empresas perderam produção, os utentes perderam serviços...

No fim, nesta como em outras, ontem todos perderam...

 

E hoje tudo está como anteontem!

Mas anteontem o que mais perdeu foi, verdadeiramente, a democracia.



A polícia esteve horas a fio a ser alvo de provocações, ameaças e violentas cargas de pedras e outros projéteis.

Pediu, reiterada e educadamente aos manifestantes que dispersassem porque a manifestação estava já terminada.

Mas não se terminou o dia sem carga policial. Alguns dos manifestantes não sairiam dali sem ela, era por isso que ali estavam.


Precisavam de sangue e circo. Infelizmente.

 

E alguém ouviu propostas? Alguém vislumbrou por entre os vultos maiores da manifestação caminhos alternativos? Não senhor! Apenas protestos.


Que o direito à greve nunca desapareça!


Mas que a responsabilidade individual seja, cada vez mais, um dever inalienável!

Não haverá Amnistia para a Amnistia na opinião pública

Miguel Nunes Silva, 15.11.12

É assim, com eventos destes e com a reacção a eles, que se constroem ou destroem reputações.

 

A Amnistia Internacional Portugal sai muito mal na fotografia. O país em bloco elogia a actuação EXEMPLAR da Polícia mas a AI parece ter padrões mais elevados de comportamento: claramente vandalismo, agressão verbal e física, e extremismo não são tão graves como actos de contenção dessa mesma violência.

 

Quanto a mim, esta atitude da Amnistia fica registada; não deixarei de a lembrar quando a AI-PT adoptar posições sobre outras questões polémicas...

Sou JSD

Essi Silva, 14.11.12

Muitas vezes acusam-me de ser mais uma pessoa à procura de tacho, ou de defender quem não tem ética.

 

Devo dizer que sou da JSD por uma questão de ideologia. Se quisesse um lugar ao "sol", meus caros, não estaria aqui. Fazia já hoje uma chamada, comprava um bilhete e ia para a Finlândia. Tenho um espaço lá à minha espera. E a certeza que vou ser melhor tratada e recompensada pelo meu trabalho. Mas gosto deste país e fico.

Todos os dias tento pensar o que posso fazer por este país.

 

É bastante público que não sou a maior defensora deste Governo. Nunca fui. Mas diabos me levem, se não sou justa quando devo ser.

 

Há muito que defendo que o nosso sistema eleitoral deve ser alterado. Isto não é uma democracia. Mas também não vejo ninguém a tentar promover uma democracia mais transparente, um voto mais directo. E pior do que isso é assistir a hipocrisias.

 

Sim, eu percebo que a greve seja um direito, mas se não concordam com as soluções actuais do Governo (como eu não concordo, frise-se), o facto de aderirem a uma greve só agrava as coisas. Estamos numa crise e em vez de provarem que há melhores formas para dar a volta em vez da austeridade - mais horas de trabalho, mais produtividade, sei lá que mais - fazem com que não só o Estado, como os privados percam centenas, milhares, milhões de euros.

 

Hoje foi um dia em que muitas empresas privadas tiveram menos empregados, menos clientes, empregados ganharam menos, só por exemplo com a greve nos transportes. Se não consegui ir às aulas - apanhar um táxi não era viável - imagine-se se estaria a trabalhar. Era menos um dia de trabalho e sabe deus que há muita gente que não se pode dar ao luxo de não poder trabalhar um dia, ou de ter menos clientes por um dia.

 

Portanto uma greve neste momento, não obstante ser um direito, é simplesmente irresponsável.

 

Mas outro factor que me preocupa é o timing. QUEM se queixou por existir um subsidio de abate de automóveis? Quem interrogou de onde vinha o dinheiro para computadores, quando o mundo já estava numa crise económica e desde 2001 se dizia que estávamos de tanga? Quantos funcionários públicos não chegaram aos seus postos de trabalho por cunha/contactos?

 

E agora é que dizem que o país está num estado de descalabro? Não. Sejam menos hipócritas, que vos fica mal.

 

Defendo o meu país, o meu Portugal. Não vou parar de contribuir até saber que os filhos que poderei ter, terão um espaço para viver em liberdade e prosperidade em Portugal.

 

Tenho de saudar quem tem coragem para ir à luta. E este Governo não promete vantagens. Não oferece nada. Não pode roubar mesmo que quisesse, porque os cofres estão vazios. Mas teve a Coragem de tentar enfrentar a crise e salvar este nosso cantinho, tão delapidado por quem os antecedeu. E isso é algo que tenho de agradecer.

 

Hoje ser de uma juventude partidária, fazer política, ser do Governo, não é ir para um mar de rosas. Portanto parem de atirar pedras e tentem contribuir um bocado. Nem que seja sujeitando-se a não exercer os vossos direitos. Precisamos todos de dinheiro e como sempre me ensinaram, o dinheiro não cai do céu nem cresce nas arvores, vem sim do Trabalho. Portanto façam todos o vosso melhor e...Trabalhem.

 

Tenham um pouco de fé no Governo. Não é qualquer um que tem toma**s para tomar atitudes, por convicção, que levem a que as pessoas os queiram apedrejar. Se querem uma civilização, têm de aprender a ser civis.

 

[E depois de um debate frutífero, com quem discordou de algumas linhas deste post, acrescento que ser da JSD é termos opinioes divergentes e debatermos. Porque assim se chega, também, às soluções.]

VERGONHA

Miguel Nunes Silva, 14.11.12
Fazer greve, exigindo o fim da austeridade, é dar uma bofetada na cara dos desempregados e dos que não podem fazer greve em Portugal.
É rir na cara de quem trabalha meses a fio para elevar a imagem de Portugal no estrangeiro e distanciá-la da reputação manchada da Grécia, para ver tudo ir por água abaixo à conta da irresponsabilidade de alguns. É dar razão aqueles que falam em restringir o direito à greve invocando notório abuso. É apresentar-se como a cara da crítica supérflua e vazia dos que com keffiyeh ao pescoço reclamam mais dinheiro sem explicarem aonde o vão buscar.
O fim da austeridade é o fim do estado pois não haverá financiamento internacional ao país enquanto as despesas com o sector social do estado aumentarem insustentavelmente. 
Aqueles que se apresentam pelo rigor querem nada mais senão burlar os Portugueses com promessas de eficiência governativa: o 'rigor' é inimigo da austeridade porque o 'rigor' é inseparável do fanatismo socialista que se recusa a fazer cortes no sector social do estado mesmo que isso resulte na falência do mesmo.
O 'rigor' é hoje o equivalente do 'optimismo' da era Sócrates. É uma promessa falsa  e eleitoralista. Culpar Merkel, os políticos, os banqueiros, os privilegiados, etc é um bode expiatório destinado a burlar as pessoas; levá-las a depositarem esperança num sonho que apenas beneficia uma categoria de pessoas: a liderança política socialista. 
O que são afinal as 'políticas de crescimento' que a esquerda reclama? Para os burlões, estas políticas são mais despesismo da parte do estado. Ou seja repetir e agravar o desbarato de fundos públicos das últimas décadas, que estamos condenados a pagar durante décadas mais, a juros altíssimos.
Mas claro que é fácil reivindicar 'políticas de crescimento' com o dinheiro dos outros. E se os outros não quiserem arriscar o próprio dinheiro em Portugal, então a culpa não seria de Portugal mas dos outros obviamente.
Vejamos o resultado da austeridade em Portugal: exportações estão em alta apesar da carga fiscal pesadíssima e as famílias estão pela primeira vez desde há anos, a poupar dinheiro para o futuro. 
Mas é difícil e impopular defender políticas que introduzam responsabilidade e consciência cívica nos Portugueses. Daí a minha vergonha, vergonha por ver os burlões da esquerda representarem o país no exterior. Ver populistas mesquinhos infantilizarem os Portugueses e tratarem-nos como crianças ingénuas, crédulas, tolas e sem espírito crítico. Ver os propagandistas e demagogos darem a cara por um país que merece melhor, muito melhor...

Porque não há nada mais importante para se legislar...

Guilherme Diaz-Bérrio, 14.11.12

A comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, apresenta esta quarta-feira uma nova proposta de quotas nos conselhos de administração das grandes empresas. O objetivo é garantir que 40% dos lugares são ocupados por mulheres.

Agência Financeira


Eu proponho uma lei alternativa... que tal taxar a parvoice a nivel europeu? Suspeito que, só com alguma classe política, a começar pela Comissária em questão, deixamos de ter problemas com a crise da dívida.


*sarcasmo*

Isso e gostaria de saber quando tenho a minha quota de jovem para ir para o board de uma grande empresa europeia. Os jovens também têm direito, não?

*fim de sarcasmo*