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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Dar o peito às balas

Luís Nogueira, 18.10.08

Nos dias que correm é perigoso ser polícia. Mas porquê? Para começar, além de se estar envolvido em cercos a bairros problemáticos sob as ordens da laia da propaganda ministerial, a generalidade dos polícias tem um vencimento curto, paga a sua própria farda, traz consigo armas e equipamentos já desactualizados, transporta-se em carros com idade considerável, é obrigada a fazer turnos extra para angariar mais alguns euros ao final do mês, trabalha administrativamente em locais que por vezes não têm o minimo de condições, carrega um estigma social que vai desde a caça à multa, passando pelas situações que envolvam a legitima defesa, até às dúvidas sobre a sua real autoridade e por fim, acaba no facto de se um polícia perseguir um cidadão infractor e se danificar algo durante a perseguição, terá de cobrir essas despesas na larga maioria dos casos.

 

Numa altura em que o velho slogan "Portugal, país de brandos costumes" se encontra em deterioração avançada, é urgente dotar as forças de segurança com mais meios e com uma legislação que as torne mais eficazes na protecção dos cidadãos, sob pena de nascer uma espécie de "far west" entre nós.

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