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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

W

Tiago Sousa Dias, 29.10.08

Ontem alguns psicóticos decidiram ir ver o W. O filme é mais uma tentativa, "a la Michael Moore" de descredibilizar o ainda Presidente dos Estados Unidos George W. Bush (ou Dubya ou Geo como foi chamado no filme).

Ora, mais uma vez sai reforçada a minha opinião sobre o homem. O filme faz um retrato caricatural interessante da personalidade dele, mas a tentativa de o denegrir foi improcedente.

Tenta apresenta-lo como um bêbedo; eu vi um homem que teve um problema, um vício e teve a força de conseguir livrar-se disso. Vi isso como um elogio, não uma critica.

Tenta apresenta-lo como um campónio que trata o Cheney por "Vice" e aborda a intervenção no Iraque não como uma guerra mas um objectivo para se vingar da tentativa de assassinar o pai em tempos e aquilo que ele considerou um erro do pai "parar a intervenção no iraque antes de umas eleições só por causa das eleições". Eu vejo isso como um homem do povo fala como fala o povo, é simples não sabe dizer palavras complicadas e troca as silabas. Mas que sabe o que quer e que não vê impedidos os seus desígnios por não ser um catedrático de qualquer coisa.

O filme traça-o como um frustrado por Jeb, seu irmão, ter tido um percurso académico brilhante e ser o protegé do poppy. Eu vejo um tipo que sentia a angústia de não ter a atenção que queria do pai só porque não era catedrático e aprendeu que não é preciso a catedra para ser líder. Pelo contrário.

O filme traça-o como um tipo fraco que tem medo das capacidades de liderança dos outros porque é inseguro. Eu vejo um tipo que a comer uma sande disse ao backline-wallman-mais poderoso da história dos EUA-Cheney "tu não te manifestas se eu não te mandar; o Presidente sou eu" e pôs o vice na ordem.

O filme traça-o como um sonhador que não tem os pés na terra. Deu-lhe na cabeça candidatar-se a Governador, candidatou-se. Deu-lhe na cabeça candidatar-se a Presidente, candidatou-se. Não! Eu vejo um tipo que sentiu que o momento era dele e teve razão. O momento foi dele. E não só ganhou a Presidência como em tempo de grandes criticas foi reconduzido no cargo em 2006.

No fundo este filme só serviu para cimentar a opinião que tenho de Bush. Não é possível dizer que Bush é o melhor Presidente de sempre dos EUA. Longe disso. Não é também possível dizer que foi o pior.

 

Mas é possível dizer que Dubya foi o Presidente mais americano dos EUA.

 

Revelou-se sempre um grande líder, um pai da nação americana. Um pai dos americanos. Um tipo "com quem o americano eleitor sinta que pode ir beber uma cerveja."

Cheira-me a inveja de pseudo-elites. Um homem igual ao ti-jaquim-da-esquina foi eleito presidente dos EUA e soube liderar, isso faz confusão a muitos. Eu vejo aí a democracia a funcionar.

E não venham dizer que só ganhou por causa do pai tal como só entrou na Universidade por causa do pai porque o pai é um derrotado. Terminou prematuramente o seu mandato porque o povo estava farto dele. Mas quando Bush foi eleito e depois quando Bush foi reconduzido, ninguém estava farto dos democratas. Foi Bush que cativou, primeiro, e conquistou, depois, a confiança dos americanos.

O nosso problema é que dançar, beber cerveja e dizer palavrões todos dizemos, bebemos e fazemos. Mas quando vemos um PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS a faze-lo... viramos coquetes e dizemos "meu deus. o parvalhão do presidente dos EUA a dizer asneiras!".

É hipócrisia e o sinal de que muitas vezes os politicos se afastam do povo porque sabem que se se aproximarem, são criticados porque não têm nível.

Vai longo o desabafo... agora lá terei que me defender dos comentários....

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