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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Quem brinca com o fogo…

Paulo Colaço, 24.11.08

 

Uma das situações da vida mais cheia de esperanças é aquela em que estamos tão mal, que já não poderíamos estar pior.
Thomas Mann (1875 – 1955)
 
A Defesa Nacional é dever de todo o cidadão português, na exacta medida em que cabe a cada um de nós, no exercício efectivo do conceito de cidadania, contribuir para o progresso do país, nos mais variados sentidos, e para a defesa dos princípios e valores fundamentais da Nação portuguesa e daquilo que nos define, enquanto portugueses.
 
Esta interpretação pessoal daria mote para um post inteiramente dedicado a ela, mas o tema que trago para este espaço, para que fui convidado, muito amavelmente, a contribuir, é o da defesa nacional, tal qual é definida no art. 273º da Constituição. Especificamente, quero levantar a questão do descontentamento generalizado das Forças Armadas Portuguesas.
 
Pergunto aos psicóticos: É de mim, ou há qualquer coisa de errado com os recentes acontecimentos na esfera militar portuguesa? É normal haver manifestações recorrentes das forças de segurança do Estado? É comum ver trocas de acusações entre Governo e entidades representativas dos militares?
Não acredito que seja este o caminho…
 
Recentemente, ouvimos o Gen. Loureiro dos Santos afirmar que, face ao descontentamento, alguns militares poderiam cometer “actos disparatados” e que o poder político teria de “resolver os problemas das forças armadas”. É um aviso sério de que algo está mal, da parte de uma autoridade militar. Declarações proferidas, numa ocasião em que os oficiais generais eram recebidos pelo Gen. Ramalho Eanes, numa “confraternização”, cujo mote desconheço. Ainda hoje, a Associação Nacional de Sargentos levou os seus associados para a rua, manifestando-se contra as políticas deste governo e pugnando por mais condições de progressão na carreira, juntando-se a tantas outras manifestações que, nos últimos tempos, têm levado uns milhares de militares para as ruas, gritando por mais apoio no acesso à saúde, por melhores sistemas remuneratórios e pela dignificação da sua actividade.
 
O Presidente da República, atento que está a esta realidade, já veio dizer que é preciso olhar para as Forças Armadas conforme as especificidades que as suas funções exigem que sejam tomadas em conta. Falta o Governo ver que algo vai mal e que o motivo, se calhar, vem mesmo do seu esquecimento dos militares.
 
No que diz respeito ao Ministério da Defesa, quantos dos psicóticos conseguem apontar uma medida ou uma alteração de fundo na área?
As Forças Armadas são, recorrentemente, esquecidas pelo poder político.
Os nossos militares merecem melhor governo e melhores políticas! A dignidade da vida militar assim o exige!
Mais um ano passa e mais um Orçamento deixa de lado os nossos militares… Até agora, só ouvi falar da possível privatização do arsenal do Alfeite, que nem sequer está em cima da mesa, mas pelo menos discute-se, dá-se importância.
 
Sócrates tem brincado com tudo isto, mas vamos ver no que dá esta brincadeira com os militares. A bem do país, espero que os “disparates”, de que falava Loureiro dos Santos, não passem disso mesmo.
 
Prof. Severiano Teixeira, acorde para a vida, porque quem brinca com o fogo…
 
Psico-Convidado: André S. Machado

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