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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Crespo, o certeiro!

Paulo Colaço, 10.02.09

 

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões.

 
Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
 
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês.
 
(...) Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.
 
Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação.
 
Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.
 
Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva".
 
Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita".
 
(...) Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.
 
(...) Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos".

tirado daqui

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