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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Sarkozy, o Americano.

jfd, 22.03.09

Reza a história que o General de Gaulle telefonou ao Presidente Lyndon Johnson a informar da retirada da França da NATO (que desde a sua fundação tinha a sua Sede em Paris) e também da expulsão imediata dos cerca de 100 mil funcionários americanos de solo francês.
- Isso também incluí os que nele estão enterrados? - terá respondido o Presidente Americano...
Os Franceses do pós guerra pouco tinham de ligação com a realidade com o dia D, e com a libertação de Paris. Constam os registos históricos que dos 4572 aliados mortos,
só 90 eram franceses, o resto era composto de 37 noruegueses, 1 belga, 2 da Nova Zelândia, 13 Australianos, 359 Canadianos, 1641 Britânicos e 2500 Americanos.
Mais tarde viria a demonstrar o continuado desrespeito pelo mundo anglo saxónico com os rotundos Não! à entrada do Reino Unido no Mercado Comum... (fonte: Allan Little podcast BBC).
De Gaulle estava convencido que o Reino Unido era o cavalo de troia do Imperialismo Americano que evitava a tanto custo.
A França que perdoara a Alemanha, não se tinha reconciliado com os Aliados Estados Unidos da América e Reino Unido.

 

Em 2004 dão-se as celebrações dos 60 da libertação de Paris...Paris se libert! Eram as palavras de De Gaulle na altura.Muito longe da realidade.
Paris havia sido libertada sim, mas pelos aliados e não pelos Renés da Normandia!

 

43 anos depois, é preciso Sarkozy, o Americano, para apaziguar relações passadas, repor a verdade e restabelecer as relações transatlânticas de uma forma jamais imaginada naquele país de chauvinistas!

Os militares franceses estão felizes da vida com este virar da página de Sarko. Vão passar de 100 para 800 no contingente da NATO e terão dois lugares de topo já reservados por Washington: o comando de Lisboa e uma unidade estratégica futura; ACT (The Allied Command Transformation) em Norfolk, Virginia (fonte: http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article5883928.ece)


Sarkozy insiste que esta tomada de posição histórica tornará a França mais influente, os criticos apontam uma subordinação aos Estados Unidos da América.


Sarko tem-se revelado de altos e baixos. Mas um corredor de fundo. Por vezes temos de parar, e olhar duas vezes, para ver o declive de uma linha num gráfico e analisar com precisão a sua evolução positiva.

Sarko tem a hipotese de ser um grande Presidente. O que a França precisa. O povo pode estar descontente. Mas a França não deixa de ser cada vez mais relevante.
 

 

E o seu Presidente, um grande pequeno homem!

 

 

A NATO Summit of Heads of State and Government will be held on 3–4 April 2009 in Baden-Baden and Kehl, Germany, and in Strasbourg, France.

The meetings will be chaired by the NATO Secretary General, Jaap de Hoop Scheffer. The President of the French Republic, Mr Nicolas Sarkozy, and the Chancellor of the Federal Republic of Germany, Mrs Angela Merkel, will host the meetings.

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