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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Lá vai Lisboa... parte II

Paulo Colaço, 20.06.07


Um artigo de Sandra Pimentel
 

 

Não sei se foi mau. No cômputo geral, vá lá, foi mais ou menos. Ainda fraquinho, ansiosamente esperamos a energia da campanha pura e dura. Mas, e Lisboa? Poderá esperar o quê?
O primeiro debate entre os sete(!) principais candidatos à CML deu para vislumbrar muito, e não foi bom.
António Costa, que pede uma maioria, mostrou-se menos forte do que se esperava. Afirmando ter só uma cara, poderá sair-lhe caro não a cara, mas a camisola do Governo que insiste em vestir nesta corrida à capital.
Sá Fernandes demonstra, cada vez mais, que não faz falta nenhuma. Arrogante, julga-se o único (vejam só!) conhecedor da situação de Lisboa, desde os prédios devolutos, o nº de trabalhadores, o valor do passivo... ao que parece “o Zé não faz falta a Lisboa” mas Lisboa deve fazer falta ao Zé...
Boas prestações de Helena Roseta e Telmo Correia, também de Carmona Rodrigues, ainda que lhe tenha faltado devolver algumas acusações que lhe foram feitas. Parece que a veia política, astuta e incisiva que os primeiros dois mostraram, não faz parte das “armas” do antigo Presidente da CML.
Ruben de Carvalho teve uma prestação, diria, inqualificável. Não acrescentou nada, utilizou um tom jocoso, e para quem é autarca em Lisboa há tantos anos, já parece querer reformar-se do posto, tanta foi a energia que trouxe ao debate.
E Negrão? Caros psicóticos e visitantes, espero que tenham tempo para virem dar a vossa opinião. No mínimo, terá sido uma enorme desilusão. Já não bastou ter sido uma má escolha do PSD, Fernando Negrão perdeu uma bela oportunidade de tentar virar a contenda a seu favor, mostrou-se mal preparado, mal informado e pouco apetrechado para ganhar uma eleição em Lisboa.

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