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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

“Votar? Para quê?... não é o meu voto que conta!”

Elsa Picão, 08.04.09

Vital Moreira afirmava na 2ª feira que deve ser o partido mais votado a indigitar presidente da CE, defendendo a existência de um candidato proprio do Partido Socialista Europeu (PSE).

Vital acrescenta, porém, que se as eleições forem ganhas Partido Socialista Europeu “é lógico que, mesmo sem um candidato pré-eleitoral, seja ele a propor o candidato a presidente da Comissão.”
Vera Jardim, corroborou as afirmações de Vital Moreira sustentando que “É evidente que os partidos socialistas deviam ter um candidato próprio”. E, realçando que não põe em causa a relevância de o presidente da Comissão ser português “Haverá quem entenda que isso é mais importante. Não é o meu entendimento.” (notícia integral)
 
Na verdade, esta ideia de Vital Moreira não é nova. A indigitação de Durão Barroso em 2004, antecipando os mecanismos previstos no Tratado de Lisboa, em processo de ratificação, já obedeceu a esta lógica.
 
Há um aspecto em que concordo com Vital Moreira.
Faltam rostos nesta campanha. Rostos de candidatos europeus, propostos pelos partidos europeus, que apresentem os seus manifestos aos cidadãos europeus convencendo-os de que são merecedores do seu voto.
 
Como é que se motiva os cidadãos, nos países onde o voto não é obrigatório, a ir votar quando sabem de antemão quem será o próximo Presidente da Comissão Europeia?
 
Por onde passa o reforço da legitimidade democrática da UE?

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