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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Acasos...

André S. Machado, 22.04.09

 

Sócrates esteve quatro anos em campanha eleitoral, mas a entrevista de hoje marca, a meu ver, o início de um ciclo que só termina no fim do ano. Calha mal, pela tão falada crise, que inflamará os discursos e estará sempre na ordem do dia.

 

A entrevista de hoje, à RTP (como não podia deixar de ser), foi a pior de todas as que assisti, desde que Sócrates assumiu responsabilidades no país.

Quatro anos de governo, escândalos, crise, eleições... Tanta coisa e de que se falou?

 

Uma hora de entrevista: 30 minutos para falar da crise e de medidas tomadas pelo Governo, 20 para falar da pretensa queda da cooperação estratégica com o Presidente da República, 10 minutos para o Freeport, sem sequer referir termos como "arguido".

 

A reter a postura do Primeiro-Ministro: Arrogante e prepotente. Roçou a indelicadeza, com Judite de Sousa.

Mandou a "directa" para Manuela Moura Guedes e o Jornal de Sexta, da TVI.

Anuncia medida residual para combater a crise, exaltada pelos jornalistas da RTP, no final, num flash interview.

Para o fim ficou a pérola, que dá o nome a este post:

José Alberto Carvalho: Sr. PM, no último mês processou nove jornalistas (interrompido)

José Sócrates: Não, peço desculpa mas isso é mentira! Eu processei nove cidadãos por difamação e injúrias. (...) Por acaso eram jornalistas.

 

E lá vamos, assobiando para o ar, rumo às eleições...

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