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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Escolha é escolha

Diogo Agostinho, 28.09.09

Hoje, os portugueses começam a trabalhar após um acto eleitoral muito intenso. O povo português escolheu. Foi claro na sua escolha. Disse aos partidos que maiorias absolutas agora não. Disse ao povo português que quem dorme à sombra da bananeira arrisca-se a perder votos.

 

Este resultado eleitoral demonstra que a tendência para o bipartidarismo é algo que foi recusado.

 

O PS venceu as eleições mas desapareceram 500 mil eleitores relativamente às eleições anteriores. E para onde foram esses eleitores? O PSD não soube capitalizar, nem aproveitar, fez uma campanha discreta, sem chama, sem alegria. Atrevo-me a dizer que sem muitas ideias. Pecámos na disposição com que nos apresentámos a este acto eleitoral. O balão de oxigénio das Europeias não chegou. Sócrates não é Vital Moreira. E Manuela Ferreira Leite, a nossa líder, respeitada pelos militantes não nasceu para campanhas, para cativar eleitores. É uma pessoa séria, mas é uma pessoa distante do eleitorado. O seu discurso é a ferramenta de trabalho. E as pessoas não votam pelo que pensam que ela irá fazer, mas sim pelo que nos dizia.

 

O CDS é o grande vencedor. E mereceu. Portas, foi e é um sobrevivente. Resiste a tudo o que são más sondagens e luta pelo país, tantas vezes ele e os seus dois assessores. Mas foi recompensado. Ganhou uma franja do eleitorado que o PSD, fruto da sua candidata afastou: os jovens. Como Portas disse no seu discurso, os jovens não são de extrema esquerda. E não são mesmo. Portas hoje tem o poder de entrar no Governo. A meu ver deveria resistir a essa tentação. Tem um grupo de deputados de grande qualidade e sobretudo jovens. O PSD foi uma desilusão na sua lista de deputados.

 

O Bloco de Esquerda foi o partido assim assim. Chegou a sonhar com um resultado de dois digitos, mas Sócrates deu o KO necessário para afastar a classe média que até achava Francisco Louçã um tipo porreiro. A CDU lá anda. Qual clube de futebol, com a sua cassete riscada.

 

O povo decide e ordena mesmo. Uma última palavra para a abstenção. Foi elevada para umas eleições legislativas. Elevada demais, que merece uma reflexão de todos.

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