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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O menor dos males

Miguel Nunes Silva, 13.10.09

 

 

Já todos sabemos que o PS vai governar fazendo acordos ad hoc. Não que Sócrates seja bom a negociar compromissos mas é matreiro e sabe virar a oposição uma contra a outra.

 

O propósito deste post é indagar sobre qual das esquerdas o PS devia escolher para trabalhar.

Na humilde opinião deste autor, o menor dos males seria mesmo o PCP.

Porquê?

 

Porque apesar de tudo, é um partido sério e menos utópico que o Bloco.

É verdade que os media já escolheram o BE há muito tempo como o seu favorito. No entanto, o Bloco é muito menos fiável a manter compromissos e também mais radical.

O Bloco pode querer disfarçar mas as suas cores fundadoras são o vermelho e o preto - as cores do anarco-sindicalismo. Louçã e o PSR são de índole Trotskysta e vão às reuniões da 4ª Internacional.

 

 

Nós de centro-direita temos pouco amor pela esquerda e ainda menos pelos seus extremos mas temos que admitir que o PCP é coerente e tem mais sentido de estado e mais responsabilidade que o Bloco. O PCP acredita nas forças armadas e na soberania do estado. Pode não as ver da mesma perspectiva que nós, mas há um denominador comum.

 

O BE por outro lado, é muito mais radical e consequentemente perigoso para qualquer partido que queira governar com um mínimo de seriedade e responsabilidade. O Bloco é uma formação pós-moderna de crenças insubstanciadas e princípios absolutos impraticáveis.

Já para não falarmos nos laivos de populismo, demagogia e política espectáculo que podem envenenar qualquer tipo de coexistência executiva.

 

Esperemos que entre dois males, a essência da democracia e do interesse comum leve o PS à margem sul em detrimento de ceder à tentação ali para os lados de Santarém...

 

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