Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

A Importância de ser o primeiro

Beatriz Ferreira, 18.10.09

 

 

Almada, como tantas outras cidades latinas, é por natureza imprevisível e pela primeira vez em muitos anos, o foi na hora de ir às urnas. "Imprevisível" seria à partida um adjectivo incoerente com os resultados eleitorais em que o PCP conquistava maiorias absolutas, atrás de maiorias absolutas, mas o passado dia 11 de Outubro foi marcado por  um caricato “incidente” que passo a relatar.

            Na votação para a Câmara Municipal, o PCTP-MRPP passou de 948 votos em 2005, para 3782 em 2009 e este facto não resulta de uma reedição do Livro Vermelho de Mau Tsé-Tung ou da subida ao poder do dono das Lojas da China, mas sim do sorteio das posições dos partidos no boletim de voto ter determinado que o PCTP ocuparia a primeira linha.

A ala mais soviética, imperatriz dos destinos da cidade há 35 anos, manteve-se implacável nas acções de incentivo ao voto apelando à cruz na foice. Porém, esta frase de motivação do povo menos esclarecido levou a que este acabasse por votar literalmente na primeira foice que viu à frente que, no caso do boletim para a C.M., era o símbolo do PCTP. O PCP foi vítima do seu próprio cacique e perdeu a maioria absoluta com os votos legitimamente desviados para o seu rival ideológico.

            O povo é soberano na hora de ir votar, mas há bons votos e maus votos, o que não depende dos partidos escolhidos, mas sim da atitude com que se vai votar. Há bons cidadãos e maus cidadãos, distinguidos não só pela abstenção, mas também pela consciência com que tomam decisões e a avaliar por este exemplo, a consciência era apenas a suficiente para manter as funções corporais activas.

No fundo, Almada é o espelho de muitas terras espalhadas por Portugal onde não se vê na política local uma hipótese de formação das pessoa e por isso a Democracia existe, mas é de qualidade duvidosa. Há que repensar…

 

9 comentários

Comentar post