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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

FAZ-ME LEMBRAR ALGO...O QUE SERÁ?

João Lemos Esteves, 09.11.09

                                                        

 

Acabei de ler, esta madrugada, um livro recentemente lançado no mercado português e que sugiro pelo seu simbolismo histórico e actualidade - " Os Diários de Ronald Reagan".

 

Reagan é um dos presidentes mais amados pelos norte-americanos. Pela sua coragem cívica (californiano, era actor, começa a sua carreira política com Barry Goldwater e o movimento neo-conservador que então despontava, chegando pouco depois a Governador da Califórnia), pelo seu tremendo e inigualável sentido de humor, pela serenidade e capacidade de decisão. Restaurou a confiança na nação americana, assente nos seus valores culturais, na modernizaçao e capacidade de enfrentar a  ameaça soviética dentro dos limites do razoável, evitando  ctástrofe mundial. Hoje, volvidos vinte anos da queda do muro de Berlim, convém assinalar o contributo de Reagan para terminar com a divisão da Alemanha que era o reflexo da divisão do mundo em dois blocos político-económicos antagónicos: o bloco ocidental e o bloco comunista. Apesar de alguns economistas apontarem a política do reaganomics como uma das causas da crise que vivemos, não podemos deixar de referir o valioso legado que deixou ao mundo: a liberdade.

 

No diário de Reagan, encontramos referências ao nosso país, como a qualificação de Mário Soares como um socilaista anti-comunista e pró-americano ou a perspectiva do então Primeiro-Ministro Francisco Pinto Balsemão sobre o futuro político das ex-colónias portuguesas de África. E tece rasgados elogios ao país, comparando-o à "sua Califórnia".

 

Mas o que mais me prendeu a atenção foi a citação da tirada que teve no debate para as eleições presidenciais de 1984, contra o candidato democrata, Walter Mondale. Este último assentou a sua estratégia eleitoral na sua juventude contraposta à idade que representava o passado de Reagan. Ora, o Presidente Republicano acabou com a questão com esta frase reveladora da sua argúcia política (e tão sensata!): " Não irei fazer da idade um tema desta campanha. Não irei criticar ou explorar para fins eleitorais a juventude e a inexperiência do meu adversário".

 

De repente, esta frase fez-me sair dos Estados Unidos da América da década de 80 para voltar a Portugal de 2009. Aquela frase de Reagan não vos faz lembrar nada? Pista: Partido Social-Democrata, futuras eleições directas. Um candidato que recorre aos seus 40 anos como principal trunfo político. Nos EUA, correu mal. E pressinto que , pela sua fragilidade, em Porugal terá o mesmo caminho... 

 

Então, já descobriram? Pois, é por demais evidente... 

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