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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Carta ao Pai Natal

Diogo Agostinho, 15.12.09

 

Querido Pai Natal,

 

Nesta época de Natal, peço desculpa vir assim tão em cima pedir-lhe um presente. Bem sei, que devemos sempre ser solidários e não pedir, mas sim dar. Dar o que temos e o que podemos, apoiar quem verdadeiramente necessita. Foi isso que aprendi, é nesse espírito que me dirijo a si.

 

Algures em Portugal, existe um Partido que vive numa situação de pobreza escondida. Tem propriedades e imensas pessoas a quem alimentar, tem pessoas que não se dão bem, tem pessoas que já nem ligam nas festividades, tem pessoas que se dão bem, mas por interesses, tem pessoas que precisam de um valente puxão de orelhas, tem pessoas que simplesmente fazem corpo presente, tem até pessoas interessadas, mas depois tem pessoas que estão apenas e só por interesses. Tem de tudo. Só não tem é pão. Com pão, de facto, iríamos conseguir contentar alguns, calar outros e atrair mais pessoas. Dirijo-me a si não para pedir pão. De facto, sempre fui contra "a papinha feita", prefiro ter as armas para depois lutar. Peço-lhe que neste próximo Natal, nos deixe na chaminé da São Caetano à Lapa (por acaso outra sede também não era mal pensado), um menino Jesus.

 

Alguém, que venha pôr ordem na casa, que nos venha devolver a esperança. Faz-nos imensa falta alguém com coragem. Alguém que nos inspire e que nos permita voltar a sonhar. Mas, querido Pai Natal, não queremos sonhar apenas para ir brincar aos governantes no Palácio do Zelélé, queremos voltar a sonhar para ajudar as pessoas a encontrarem mecanismos para terem o pão em casa. Faz-nos falta um líder de plenitude. Com ideias, arrojado, com determinação, um líder que nos represente e nos dê motivos de orgulho, um líder em que todos neste casa desarrumada olhem e queiram estar perto, queiram contribuir para o seu sucesso, sem os interesses mesquinhos e sem as briguinhas de crianças.

 

Querido Pai Natal, bem sei que nesta época os pedidos são muitos. Mas, um líder ali para o tal Partido Laranja, naquele País tão lindo e tão diferente, é mesmo urgente.

 

Cumprimentos,

 

Um laranjinha

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