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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O Golpista

Paulo Colaço, 22.03.10

Se já o pensava, depois de ler a entrevista que Jorge Sampaio deu ao Público, fico ainda mais convencido de que o antigo PR promoveu em Portugal um golpe de estado constitucional quando provocou as eleições que puseram Sócrates no Poder.
Veja-se o que disse o antecessor de Cavaco Silva:


Por que demitiu Santana Lopes?
Eu não demiti o Governo, eu dissolvi a Assembleia. Só demiti o Governo mais tarde, um governo que tem Assembleia dissolvida pode continuar em funções.

Mas podia ter demitido o Governo, argumentando o irregular funcionamento das instituições.
As instituições funcionavam, mas o Governo era mau. O que faltava manifestamente era uma nova legitimação democrática, aquilo já não correspondia ao sentir das pessoas.

Percebeu isso?
Percebi. É claro que houve um conjunto imenso de disparates, mas não foram os disparates em si mesmos. Eu disse na altura: "Têm de aceitar que há um governo que governa mal e que vai perdendo nas sondagens. Mas isso não é suficiente para demitir o Governo, porque não estão em causa as instituições democráticas. As instituições democráticas funcionam melhor ou pior, o Estado de direito democrático funciona melhor ou pior, mas não há um bloqueio do Estado de direito."

Houve um desfasamento entre os representantes e os representados?
Completo. Percebia-se que já não havia mais nada a fazer. Sou a favor da estabilidade, mas um Presidente vê dois primeiros-ministros saírem?! O que é que isto significa? Foi das coisas mais difíceis. Sai-me o António Guterres e sai-me o Durão Barroso. E as pessoas esquecem-se que em Junho/Julho de 2004 eu dei posse a um novo governo, porque a mesma maioria se mostrava sólida e disponível para continuar a governar. E fi-lo contra o PS e contra os meus amigos, porque achei que tínhamos de evitar mais uma dissolução, mais quatro meses perdidos.

 

Alguém percebe este senhor?
 

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