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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O embuste do costume...

João Marques, 15.04.10

Ora cá está novo episódio dos marketeiros socialistas, também conhecidos como governo.

Como se lembrarão, os justiceiros socráticos do PS foram recentemente agraciados com uma lampejante solução para combater a morosidade da justiça: reduzir as "férias" judiciais aos barões dos magistrados e advogados (que certamente tinham 3 meses de folia por ano).

Como qualquer boa medida planeada em gabinetes de marketing, a validade daquela esgotou-se com o propósito que lhe deu azo - a aparência de rigor de Sócrates.

Está à vista de todos que a "redução" de nada serviu, facto que sempre foi denunciado. De facto, os juízes continuavam a utilizar expedientes legais que lhes permitissem "gozar" desse período de "férias" para arrumar a casa e pôr em dia os processos pendentes, enquanto que aos advogados cabia um corrupio inútil, visto estarem obrigados a cumprir prazos (repito inúteis) que verdadeiramente só para eles corriam.

Agora segue nova alteração do famigerado regime, mas a la Sócrates, mantém-se a nomenclatura e a decisão de redução das tenebrosas "férias", mas os prazos estão suspensos entre 15 e 31 de Julho, ou seja, volta a estar (quase) tudo como dantes.

 

É o famoso espírito reformista tantas vezes invocado em vão. "Percepção e Realidade" como lhe chamaria Santana Lopes...

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