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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Centros Comerciais

Diogo Agostinho, 28.09.10

 

Fez ontem 25 anos que foi inaugurado o Centro Comercial das Amoreiras. Foi sem dúvida o primeiro grande centro em Portugal. O Centro que veio mudar e muito a mentalidade e o dia a dia dos portugueses. Ora, hoje fazemos tudo enfiados num local fechado. Podemos acordar, ir cortar o cabelo, beber um café, ler o jornal, comprar um par de calças, almoçar, comer um gelado, ouvir um pouco de música, ler, estar entretidos com jogos, ou até carróseis, assitir a concertos, fazer as compras para o jantar e terminar com um cinema. Podemos tudo sem sair do mesmo local.

 

Ver o aparecimento de centros comerciais, é assistir quais cogumelos a cada esquina a crecer. Onde se pensa que já estão muitos, nasce logo ao lado outro espaço ainda maior e com mais lojas. No sentido oposto, vemos as típicas ruas a definhar, entregues aos chineses, ao abandono ou com restaurantes antigosem que os empregados passam mais tempo de ementa na mão a tentar angariar clientes do que propriamente a servir. Preferimos estar fechados com milhares de pessoas, a subir e descer em escadas rolantes e a roubar das mãos uns dos outros os últimos artigos. Preferimos o local fechado ao ar puro.

 

Preferimos ter tudo logo à mão. É totalmente legítimo, é o padrão da nossa sociedade: facilidade e comodismo.

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