Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

Há coisas que simplesmente não entendo

Essi Silva, 24.11.10

 

 

 

 

 

Estou a ter um dia brutal. Brutal no sentido negativo.

A greve geral, que apoio, tomou proporções inigualáveis, e o direito dos grevistas subjugou o direito dos não grevistas, daqueles que dependem da função pública para chegar ao trabalho, daqueles que têm problemas de saúde e dos nossos estudantes, que já são tão agraciados com o caos em que está a nossa Educação.

Os serviços mínimos não têm sido, em larga medida, garantidos, o que significa que os trabalhadores exercem bem os seus direitos, mas muito mal os seus deveres.

 

Anyways, estou num dia brutal. E brutal por muito mais que ter esperado horas no trânsito porque o Metro está fechado.

Estou num dia brutal porque me chocou ter acordado às 6 da manhã para ouvir que o PS conseguiu fazer aprovar uma alteração à norma dos cortes salariais para os trabalhadores das empresas públicas ou entidades públicas empresariais. Isto trocado por miúdos significa, que na proposta, “os trabalhadores das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o sector empresarial regional ou municipal” vão sofrer cortes salariais, mas permitem-se “adaptações autorizadas e justificadas pela sua natureza empresarial” - o que deixa uma margem de manobra relativamente grande. O choque? Continuarmos a alimentar um país de tachos! (E o PSD não votou contra)

 

Ainda mais brutal, foi descobrir que os apoios às PME foram para grandes empresas, já que o PME Consolida, criado em 2009, deu uma parte das ajudas a grandes empresas, segundo o Tribunal de Contas. O relatório do TC divulgado ontem, revela que do orçamento inicial de 175 milhões de eurosdo Fundo Autónomo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas (dotado com 44% dos fundos públicos do PME Consolida), só 22 milhões chegaram à FACCE e destes só 10 milhões tinham chegado às empresas no final de 2009.

Num panorama geral, só 33,7% dos fundos da PME Consolida foram executados. Muitas vezes, foram os grupos grandes a usar as suas PME's para concorrer ao programa.

 

E ainda para mais, num dia em que se lê que o FMI aconselha o nosso país a tornar os processos de despedimento mais baratos, reduzindo os custos das empresas com indemnizações.

 

Enfim, este país é uma comédia trágica...

74 comentários

Comentar post

Pág. 1/3