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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

O fim de uma era?

Inês Rocheta Cassiano, 30.12.06

Como já todos devem saber, eram hoje três da madrugada quando o ditador Saddam Hussein foi enforcado no Iraque. Bem, eu não consigo deixar de expressar a minha opinião sobre este polémico tema que me deixa revoltada e indignada, não só enquanto pessoa, mas também como cidadã de um mundo que aprova a pena de morte.
Em primeiro lugar, contesto o facto de ter sido julgado num Tribunal Iraquiano, o seu julgamento deveria ter tido lugar num Tribunal Internacional e Independente.
Em segundo lugar, contesto a pena em si. Não consigo perceber se o conceito de Justiça em vigor no Iraque é o mesmo que no mundo ocidental, pois de facto não é. Não consigo perceber a lógica de a sua pena ter sido a mesma pelo qual foi condenado, ou seja, Saddam matou e qual é a pena que lhe é aplicada? A morte. Para mim não faz qualquer sentido. Mas percebo também que, se por um lado a sua pena fosse a prisão, planos e estratégias para o retirarem de lá não iriam faltar e, muito provavelmente, conseguiria escapar, mas por outro lado, tendo sido executado também irá trazer consequências, como aliás já trouxe, carros bomba que mataram até agora 30 pessoas. Ambas as situações iriam trazer represálias, mas eu continuo a achar vergonhoso que lhe tenha sido aplicada a pena de morte. Por todos os actos que cometeu, este ditador merecia ficar na prisão e morrer humilhado, sem dignidade.
Há quem diga que isto foi o fim de um ciclo de terror e crueldade e há também quem diga que esta morte só veio intensificar o horror que ainda está para vir...
Eu faço minhas as palvras do Vaticano, o que se presenciou hoje foi uma tragédia que, apenas e só, irá provocar uma onda ainda maior de agressões.

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