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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Martin Luther King Jr Day 2011

jfd, 17.01.11

É na terceira segunda feira de cada Janeiro, por volta de dia 15 que a América celebra este feriado.

É um feriado que recorda paz, união e integração. Tanto no "novo mundo" como por todo o mundo. Pode fazer sonhar pode fazer acreditar pode inspirar.

 

Este fim de semana vi com muita atenção o primeiro episódio de um documentário da SBS Australiana sobre a sua fantástica história demográfica pós-federação. Confesso que nada sabia dessa terra e pouco conheço do Império Inglês e da sua história pós corte umbilical.

Fiquei espantado com o plano para a constituição de uma Federação multicultural justa e próspera que assim que nascida tem como primeiro acto de legislação garantir uma Austrália Branca como paraíso para o trabalhador branco. Como os ex-escravos das Ilhas do Pacifico foram expulsos à força, como chineses e japoneses foram perseguidos, como foi instituida uma regra de um ditado à entrada do país impossível de passar por não-brancos. Nunca imaginei este cenário por aquelas bandas, ainda por cima com a conivência de Londres. Mas também, confesso que pouco sei sobre a Africa do Sul. Vi recentemente o Invictus. Gostei. Mas acho que não é credencial de nada .

Falo muitas vezes em Obama como uma figura histórica, diferente e realmente uma luz que veio iluminar um país e um mundo muito cinzentos. E brincadeiras à parte, é de facto assim. Só o cinismo da proximidade dos acontecimentos não deixa perceber quão diferente é será o mundo antes e depois deste homem, assim como foi antes de MLK ou de Nelson Mandela ou Gandhi. Inspiram, alteram fazem aspirar a algo melhor. E embora possa não ser tangível nem possa ser embalado para se vender. É precioso. É único. E são momentos em que o ser humano mostra aquilo que vale.

Como as familias australianas que protegiam os seus chineses preferidos. Os aborígenes que casaram com os negros do pacífico.

 

O ódio e ressentimento de nada valem. A Sociedade das Nações foi criada com um Japão humilhado por causa da Austrália (e sem aquele saber que os EUA e a Inglaterra tinham feito desta testa de ferro). O Japão partiu para a militarização. Para recuperar um orgulho perdido. Tudo porque não foi aceite constar que todas as raças seriam iguais. No fim da I GG isto não foi aceite. Resultado? O Japão tornou-se no que se tornou. Tudo por causa de um homem pequenino e espalhafatoso Australiano.

As pessoas fazem a diferença. A história tratará de demonstrar o equivalente a Bush e a Obama.

A história já nos mostra a porcaria que fez Reagan e Clinton com a desregularização insensível e irracional.

Homens fazem a diferença. E por isso é bom que sejam recordados. Nem que seja para recordar os erros, não seguindo de novo suas pisadas.

 

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