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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Visão, antecipação, adaptação: qualidades para o político do Séc. XXI

Rui C Pinto, 21.01.11

Uma das qualidades que mais aprecio em Pedro Santana Lopes é a sua capacidade de antecipar cenários e o acompanhamento atento e próximo às mutações sociais e comunicacionais. Assina hoje, em artigo de opinião no semanário Sol, uma reflexão que não deixa ninguém indiferente e que resume, no meu entender, a raiz do défice democrático que vivemos e que cava o fosso entre eleitos e eleitores.

 

"(...) as eleições presidenciais, cuja campanha oficial agora termina parecem um filme a preto e branco - e, às vezes, mesmo um filme mudo. Nada daquilo se usa já: nem os comícios dos voluntários à força, nem as 'arruadas', nem a distribuição de material do 'tempo da Maria Cachucha'... Mas mau, mau mesmo, é o conteúdo dos discursos e dos debates. Quase nada tem a ver com o que se passa em Portugal e no mundo."

 

É crucial mudar a forma de fazer política, e isso traz responsabilidade aos candidatos a cargos de relevo na política nacional. Uma campanha não pode resumir-se a ataques pessoais e a gestão de danos colaterais. Toda a forma de comunicar está ultrapassada e não contribui para a aproximação ao eleitorado. Ao fim de uma década em que a abstenção ganha invariavelmente todas as rondas eleitorais, não podemos continuar a responsabilizar a falta de interesse dos eleitores! Quando a mensagem falha, a culpa é sempre do emissor! Porque continuamos, então, a reclamar do receptor?