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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Elites

PsicoConvidado, 01.02.11

 

Vamos ser politicamente incorrectos. Um país precisa de elites. Portugal não tem elite.

 

Elite é um grupo exemplar, que dá exemplo positivo: exemplo de cultura; exemplo de conhecimentos técnicos; exemplo de seriedade, exemplo de serviço à comunidade. O exemplo desce socialmente - «o exemplo vem de cima».

Ao termos em Portugal, um grupo dirigente, que exibe diplomas falsos; que tem sociedade em negócios legalmente duvidosos; que se apropria do erário público; que se envolve em histórias de pedofilia, tudo prontamente abafado pelo sistema judicial, (que chega a destruir provas, depois de o prescrever ter sido moda), faz com o povo imite e seja calão e manhoso. Pior, faz aparecer a descrença num futuro colectivo. Não há colectividade, não há futuro –é o tempo da geração à rasca!

 

Portugal está como sabemos em bancarrota, sem sistema produtivo, em empobrecimento acelerado e onde a população perdeu valores éticos e morais de tipo cívico. Se não se constitui um grupo (um ou dois indivíduos são facilmente neutralizáveis, nem que seja a tiro); se não se constrói um sonho sem trabalho árduo e de HONESTIDADE, o colectivo está condenado. 

 

Não pensem que isto é romantismo miguelista/afonsino. Depois do governo do Tonecas Blair e da decadência moral da vida pública inglesa e da igualitarização republicana, já há quem afirme que os Pares Hereditários da Câmara dos Lordes, são um marco de bom senso, nos desvarios das maiorias pontuais. Mais, na RFA, há pouco um deputado melancia* acusava o Ministro da Defesa de ser popular porque era nobre, como seu nome indicava. Ao mesmo tempo, uma rádio estatal começou uma série de reportagens sobre «dinastias» aristocráticas, (casas nobres) que regem vastas áreas do país, no que chamaram de neo-feudalismo, mas que funciona. Mais, tem funcionado como base eleitoral**. Aquando das guerras dos anos 90, nos Balcãs, um velho conde ( 70 anos) desapossado, organizou a defesa de Vukovar, porque era a única ‘autoridade’ local reconhecida, depois de 50 anos de comunismo. Foi eleito deputado ao parlamento Croata, embora a sua origem/cidadania fosse alemã!

 

Este vai se um ponto de discussão geral a breve prazo –ele já o é em fóruns alargados na Europa e pasmem, nos EUA!

a)      deverá haver um grupo privilegiado***, hereditário a governar?

b)     será que, temos todos, as mesmas capacidades mentais? Ou de outro modo: somos todos igualmente dotados de Razão?

c)      a sermos iguais, devemos ser todos povo? – igualitarização para baixo;  ou todos nobres? – igualitarização para cima.

 

*verde por fora, vermelho por dentro…

**pelo menos para o charmoso Carlos Teodoro. Pena é que haja uma Estefânia, senão candidatava-me a baronesa…

***privilégio: direitos e DEVERES diferentes, conforme as funções

 

 

PsicoConvidada Inês Tavares

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