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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Despachem-se!

Rui C Pinto, 16.06.11

Não consigo deixar de sentir alguma satisfação ao assistir ao desnorte da comunicação social. Os diários desta semana mais parecem folhetins de apostas. Já não tem conta as personalidades que foram apontadas para ministro das finanças: Catroga, Vitor Bento, Carlos Costa, Duque, até mesmo Teixeira dos Santos, imagine-se! Mas há mais, na educação também correm nomes: Rui Ramos, Nuno Crato, António Rendas... E na Economia: João Talone, Vitor Bento, Daniel Bessa, Catroga (sim, um anuncia Catroga nas Finanças e Bento na Economia, o outro assegura Bento nas Finanças e Catroga na Economia. Há para todos os gostos), António Lobo Xavier, Pires de Lima... É ao gosto do freguês. Esta exposição de hoje do Sol é, de facto, representativa.

Espero que este seja um sinal de uma governação séria, responsável e menos devota do artificialismo mediático. Espero que este seja um primeiro sinal de que acabou a governação para as manchetes de jornais. O país precisa dessa responsabilidade e a política precisa desse recato para se credibilizar. 

 

Porém, este é um caminho que compra animosidades... Porque os jornalistas há muito que deixaram de ser jornalistas. Os jornais hoje são agências noticiosas. Resumem-se a recolher declarações e citar "fontes próximas". Por isso o jornalismo precisa de citar... E para isso é preciso pessoas dispostas a alimentar essas citações... E para quem julga que tudo isto é delírio de blogger com azia matinal, é ler o Camilo Lourenço que aconselhava ontem Passos Coelho e Paulo Portas a despacharem-se:

Mas se o que se passou até agora é elogiável, é preciso saltar para nova fase. Porque todo o processo negocial tem um prazo de validade, findo o qual a Imprensa enche-se de "leaks". Porque começam a surgir os primeiros "amuos" (...); porque cada partido tem a sua "clientela", na Imprensa, que precisa de alimentar (...) ou ainda porque uma fugazita ajuda a pressionar o parceiro… 

(...)

Coelho e Portas têm de se despachar.

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