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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Coisas que deixam o JFD de boca aberta (12)

jfd, 05.07.11

É incrível como as seguradoras fazem o que querem com o infortúnio dos outros.

 

 

 

Eu tenho um seguro de vida com málus considerável pois quando o fiz era obeso. Perdi o peso, agora estou com um peso normal e saudável para a minha altura e estilo de vida. Apresentei os factos médicos à companhia que me rejeitou a alteração do prémio devido ao facto de que já fui obeso e poder voltar a ser. De nada valeram análises, prova de esforço extra, electros e etc. A companhia decidiu qu eu vou morrer mais cedo que o normal homem, está decidido.

 

No caso de Fehér que caiu no chão em pleno jogo, a razão para não cumprirem com a cláusula do contracto era a de que "poderia ter acontecido em qualquer momento".

No caso de Sónia Brazão, não sei se é esta a seguradora nem quero saber - são todos iguais, trata-se de uma tentativa de suicídio. 

Quando chega a hora de contar com estes senhores as desculpas são sempre as mesmas. E armam-se de peritos e de... adivinhem - advogados. Os segurados são engolidos pelo sistema e ficam com o destina nas mãos do que acontecer...

Felizmente este caso faz história. Graças a Deus. Mas é triste que assim seja. É triste que seja uma conquista. Mas pelo menos é.

 

O braço de ferro entre a família de Miklós Fehér e a Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial, SA está perto de chegar ao fim depois de o Supremo Tribunal de Justiça ter proferido, no passado dia 30 de Junho, o acórdão que condena a segurador a indemnizar a família do falecido jogador do Benfica, com base na sustentação de que a morte se tratou de um acidente de trabalho. 

Miklós Fehér perdeu a vida a 25 de Janeiro de 2004, quando se encontrava em campo, caindo inanimado durante um Vitória de Guimarães-Benfica. Acabaria por falecer devido a problemas de origem cardíaca, sendo que a seguradora defendia que o problema poderia acontecer em qualquer situação.

No entanto, não foi essa a decisão do Supremo, que decidiu tratar-se, efectivamente, de acidente de trabalho. Assim, os pais do jogador receberão quase 77 mil euros anuais até ao fim da vida. A sentença do Supremo vai ao encontro da decisão proferida no Tribunal de Trabalho de Lisboa e, posteriormente, confirmada na Relação de Lisboa.

Esta trata-se de uma decisão pioneira na jurisprudência portuguesa, pois as mortes decorrentes de paragem cardíaca ocorridas durante a prática desportiva não tinham até agora sido merecedoras da qualificação de acidente de trabalho.

 

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