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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

Campelo de Magalhães apresenta: o próximo 1º Ministro de Portugal

Ricardo Campelo de Magalhães, 21.04.11

Para quem tenha dúvidas, aqui está a sondagem em que o PS já ultrapassou o PSD (enquanto PPC cai), ainda a campanha vai no adro.

Não tenham cuidado não. Eu, que sou sempre atento aos números, estou alarmado. 

Goste-se mais ou menos de PPC, é ele ou Sócrates. Está na hora de todos se lembrarem disso. Ou...

PSD = Estado Social Possível ; PS = Falência

Ricardo Campelo de Magalhães, 06.04.11

 

Em 2009 o PS prometeu mais e mais e mais Estado Social.

Já a Economia Mundial estava a contrair, Portugal anunciava mais gastos sociais.

 

MFL alertava: não há dinheiro, há que ser realista

Os Portugueses não a ouviram.

 

Agora, Faliu.

Hoje, fez bem: reconheceu humildemente que precisava de ajuda.

Mas o dia de hoje não aconteceu por acaso. Era previsível.

A minha avó sabe: quem gasta, gasta, gasta... entrega-se aos usuários.

Durante todo este tempo, fez mal: quem dá o que não tem, não terá para quando fizer falta.

 

Curiosamente, foi pouco tempo depois da banca ter fechado a torneira.

"Ah e tal, foi prova de que há um cartel na banca"

Bem, a banca gosta de receber juros. Mas se uma entidade deixa de conseguir pagar, é função da banca zelar pelo dinheiro dos aforradores. Já falhou antes e ainda bem que não voltou a falhar. Cartel? O alinhamento é por necessidade, não porque decidiram todos não ganhar dinheiro e, numa onda de falta de ganância, recusaram-se a cobrar juros "usuários".

 

E agora?

Hoje garantiu-se que não há ruptura de tesouraria.

Dentro de momentos seguem-se as medidas para começar a pagara dívida Socrática.

O sonho do "Estado Social" levou-nos a isto.

 

O Regresso do Bom Senso à campanha do PSD

Ricardo Campelo de Magalhães, 26.03.11

Houve nestes dias quem dissesse que o PSD chegando ao governo vai subir impostos.

Tudo porque Passos Coelho disse que entre subir impostos sobre o consumo ou sobre o rendimento, subiria o IVA ao IRS.

Calma. O PSD não mudou de repente.

Irá provavelmente subir impostos na próxima legislatura, mas o foco claramente não é esse.

 

E basta lerem o Secretário-Geral do partido para perceberem que o plano é outro.

Reflectindo sobre a Psico-refeição com MFL

Miguel Nunes Silva, 29.06.10

O privilégio de poder conversar abertamente com figuras políticas como Manuela Ferreira Leite é a possibilidade de se poder vislumbrar o seu pensamento. Ferreira Leite é uma figura muito lúcida no seu pensamento político, e como poucos em Portugal, a sua integridade ideológica passou quase incólume durante as últimas décadas de evolução política em Portugal.


No centro dos seus ideais está a classe média. Sem uma classe média, a Drª Ferreira Leite não acredita que um estado possa prosperar. A social-democracia para si exige um estado, e um estado forte mas não um estado morbidamente abrangente e centralizador. A experiência dos regimes socialistas demonstra que o aparelho estado é eficaz na diminuição do abismo social, mas nunca para cima. O aparelho estado consegue uniformizar por decreto as diferenças sócio-económicas mas é pouco eficaz na potenciação da sociedade para a prosperidade. Ou seja, o estado é desejável enquanto regulador mas não enquanto produtor. 

 

Para a ex-líder do PSD, a protecção sócio-económica do estado justifica-se apenas para as classes mais desfavorecidas. O estado social deve, para si, ser um estado social mínimo.

 

O período da liderança Ferreirista no PSD caracterizou-se por uma profunda divisão ideológica entre a oposição e o governo. Esta divisão não era apenas política mas também pessoal pois o perfil de José Sócrates e o de Ferreira Leite não poderiam ser mais diferentes. As medidas anti-crise e as medidas pós-crise que os governos Sócrates tomaram contaram sempre com a oposição acérrima de Manuela Ferreira Leite porque elas se destinavam a beneficiar camadas da população dependentes do governo e a taxar as camadas da população que sendo mais independentes, perdiam a capacidade de suportar qualquer retoma económica. Este modelo perdedor persiste hoje: o governo expande a abrangência fiscal para fazer face ao endividamento que foi liderado pelo sector público nas últimas décadas – responsabilidade primária dos governos PS.

 

A dicotomia dos governos gastadores e dos governos de poupança é velha mas o pecado das últimas décadas socialistas foi terem-se demitido da responsabilidade de fazer reformas que implicassem a contenção do sector-estado.

Na III República enquanto porta-estandarte da esquerda e dos ‘trabalhadores’ – justamente ou não – e enquanto parte do arco da governabilidade e detentor de sentido de estado, o PS tem tido a missão de fazer as reformas difíceis, as reformas defendidas ...pelo PSD. O PSD tem ao longo do tempo sido esvaziado da sua legitimidade de representante dos ‘trabalhadores’ e dos ‘pobres’ pela esquerda Portuguesa pelo que quando uma reforma particularmente difícil se apresenta, a norma e a tradição – em quase todos os países aonde o espectro político pende para a esquerda – ditam que o PSD pressione a partir da oposição e que um governo PS as leva a cabo, por ser insuspeito de defender o ‘patronato’.

 

A maior vergonha não é que o governo populista de Sócrates não tenha tido a coragem ou a responsabilidade de as fazer. A maior vergonha é que o PS centralizado, estagnado e podre não tenha deixado de apoiar incondicionalmente os governos Sócrates, sabendo ainda melhor que o PSD, da irresponsabilidade com que o país tem sido governado.

 

Manuela Ferreira Leite foi há poucos dias comparada a Francisco Sá Carneiro pela sua integridade e visão … e justamente!

A Europa à distância de um clique

Elsa Picão, 09.05.10
  

A Europa sou eu, és tu. A Europa somos nós!

Europa é sinonimo de União de esforços e sonhos de mais de 500 milhões de pessoas.

A Europa dos cidadãos, presente em tantas das nossas acções diárias, não mora ali ao lado, ou lá longe em Bruxelas, mora em nossas casas à distância de um simples clique.

 
Eis alguns links úteis:
 
Portal da Europa
http://europa.eu/
 
Portal de acesso à Legislação comunitária
http://eur-lex.europa.eu/
 
Comissão Europeia
http://ec.europa.eu/
 
Conselho da União Europeia
http://www.consilium.europa.eu/
 
Parlamento Europeu
http://www.europarl.europa.eu/
 
 
Os principais grupos políticos representados no Parlamento Europeu
 
Partido Popular Europeu - PPE (Grupo onde se insere o PSD)
http://www.epp.eu/
 
Partido Socialista Europeu - PSE
http://www.pes.org/
 
Alianca de Liberais e Democratas para a Europa - ALDE
http://www.alde.eu/
 
Esquerda Europeia Unida - GUE/NGL
http://www.guengl.eu/
 
Verdes - GRENS/EFA
http://www.greens-efa.org/
 
 
O PSD na Europa
 
http://www.psdeuropa.org/
 
Para acompanhar de perto o trabalho dos nosso Eurodeputados é também possível visitar as suas paginas pessoais,
 
Carlos Coelho
http://www.carloscoelho.eu/
 
José Manuel Fernandes
http://www.josemanuelfernandes.eu/
 
Maria Graça Carvalho
http://www.gracacarvalho.eu/
 
Maria do Céu Patrão Neves
http://www.patraoneves.eu/
 
Mário David
http://www.mariodavid.eu/
 
Nuno Teixeira
http://www.nunoteixeira.eu/
 
Paulo Rangel
http://www.paulorangel.eu/
 
Regina Bastos
http://www.reginabastos.eu/

 

 

 

 

 

 

O Monstro.

nunodc, 14.04.10

 

Devo confessar a minha ignorância. Até ao meu primeiro contacto, como outsider, com o mundo laranja, nunca tinha ouvido falar de Pedro Passos Coelho (consequências de ter sido imigrante).

 

Em pouco mais de um ano, porém, ouvi de tudo em relação a PPC. Que era mais um aparelhista, que era um manipulador, que viveu à custa da JSD, que era/é um fantoche de Ângelo Correia. Depois vinham os defensores, que falavam da sua dedicação à causa, da sua competência e seriedade, das vitórias da JSD, da sua grande espinha dorsal e capacidade de fazer frente ao partido, quando necessário.

 

Sempre ouvi com todo o interesse. E sempre achei estranho nunca ter encontrado ninguém que tivesse uma opinião neutra sobre PPC. Que fosse capaz de uma análise fria, sem ter em conta o que ouviu dizer. Sempre dividiu opiniões, e tal parece ser algo que vai continuar.

 

PPC venceu, como se previa. Venceu de uma forma esmagadora, como não se previa. Silênciou/chocou os 40% dos votantes que não o apoiaram. Hoje, é o líder incontestável. Parece estar, pouco a pouco, a contagiar mesmo os que eram veemente contra a sua eleição e tudo fizeram para prevenir tal. Está a unir o partido de uma forma intencional, mantendo os adversários bem próximos. A sua imagem está a colar, mesmo com a população. É um político por excelência. Está também, no entanto, a começar a sentir todo o peso/responsabilidade que começa a ser transferido para os seus ombros.

 

Sempre disse, no pré-eleições: se PPC quer ser presidente, e já há muito que o assume, então ponham-no lá. Ou tudo corre mal, e é a queda do mito, ou tudo corre da melhor forma, unindo o partido (dentro do possível, lá está), e ganhando as próximas eleições. Tudo aponta para que a 2ª hipótese seja a mais viável. E ainda bem. Porque o país precisa de tal.

 

O monstro de que todos falavam? Ainda não o vi.

Mudança?

nunodc, 28.03.10

 

Passos Coelho prescindiu do lugar no Conselho de Estado, após António Capucho (que foi mandatário nacional de Rangel) ter colocado o mesmo à sua disposição. Passos Coelho afirmou que tinha toda a confiança em Capucho, enviando assim um sinal para a "união" que diz ser a sua prioridade.

 

Note-se a mudança de atitude de todas as partes. Capucho entrou no Conselho de Estado substituindo Marques Mendes, e sem consultar o partido. Impediu também que Menezes integrasse o mesmo órgão. Menezes contestou, Capucho não cedeu.

 

Também Francisco Pinto Balsemão afirmou que PPC dispõe de uma "importante legitimidade", tendo em conta o resultado das eleições, sendo necessário "dar-lhe apoio" e que este "represente o partido todo e, para além do partido, muitos portugueses que não estão satisfeitos com a actual situação e que se revêem no PSD. Não é só uma questão de partido, é uma questão de País".

 

Um sinal de maturidade de todas as partes?

Respeite-se! O discernimento dos militantes…

Elsa Picão, 26.03.10

 

A cerca de uma hora da abertura as urnas para mais umas eleições directas no PSD, apelo a mandatários, directores de campanha, respectivos homólogos para a juventude, e restantes staff de campanha que respeitem o dia de hoje, dito de reflexão. Mas, sobretudo, que respeitem a capacidade que todos e cada um dos militantes de PSD tem, para em consciência, escolher o candidato que quer como novo líder do partido.

 

É certo que os regulamentos eleitorais não proíbem o envio de sms e/ou outras formas de apelo ao voto nesta ou naquela candidatura. Porém, a consumação deste facto, quanto a mim, vai para além da estrita interpretação dos regulamentos, é uma questão de consciência.

 

Houve um período de campanha. Houve tempo e espaço próprios para que os que hoje se apresentam a votos, nos apresentassem as suas ideias, posições, visões de futuro para o PSD e Portugal. Nós, os restantes militantes do PSD, ouvimo-los, lemos as suas moções, discutimos as suas propostas. Alguns desses, decidiram aderir livremente a um ou outro projecto, debatendo-se, trabalhando por ele.

 

Hoje é dia de eleições. Hoje é dia de serem os militantes a decidir o que querem para o PSD e para Portugal. Respeitemos isso.

 

Em nome da mudança, que se rompam com os velhos hábitos pela unidade do Partido!

 

Como Libertar o Futuro: (I)

Miguel Nunes Silva, 11.03.10

 

 

Correndo o risco de soar sensaborão, pela primeira vez desde há muito tempo, vejo luz ao fim do túnel.

 

 

Durante anos, ouvimos e lemos sobre os erros que se cometiam por parte do governo e sobre as melhores soluções para os evitar ou corrigir. No entanto, para aqueles que desde há muito reclamavam a educação como prioridade estratégica, o futuro não se adivinhava brilhante.

 

Nenhum governo se compromete com a educação, nenhum governo faz da educação a sua plataforma política e nenhum governo arrisca reformas profundas. Porquê? Porque qualquer reforma da educação é demasiado cara em termos de capital político e a produzir resultados, estes apenas são visíveis a longo prazo, geralmente numa geração, ou seja 25 anos.

 

Uma das desvantagens da democracia é precisamente o pensamento a curto prazo e o sacrifício da visão estratégica em favor da perspectiva táctica.

 

A educação é o sector mais importante a reformar porque é o único que nos permite corrigir os erros do passado nas gerações vindouras, i.e. introduz empirismo na governação das sociedades.

 

A década e meia de Guterrismo-Socratismo fez duas grandes promessas: a “terceira via” do socialismo liberal e o “choque tecnológico”. Mas ambas as promessas foram alicerçadas numa premissa falaciosa, a de que o governo e o poder central podem modernizar a sociedade, qualquer sociedade, de cima para baixo e sem dela dependerem.

 

Comecemos com as promessas: ou bem que é socialismo, ou bem que é liberalismo; não só um Partido Socialista não é o melhor partido para implementar reformas liberais, como o liberalismo não se coaduna com governações centralizadas/centralizantes ou com reformas top-down. Depois temos o choque tecnológico, uma vez mais inspirado pelos modelos escandinavos – sociedades com as quais Portugal tem pouco em comum – tal choque teria que vir da sociedade civil, pois não é possível revolucionar tecnologicamente quem não compreende a necessidade para tal. Talvez uma primeira antevisao deste delírio socialista – termo aqui empregue com toda a sua carga pejorativa – tenham sido os computadores distribuídos aos agricultores na era Guterrista, com a intenção de modernizar a agricultura, e que acabaram a servir de plataformas lúdicas para as respectivas proles.

 

Esta premissa impede a esquerda de ver que o planeamento central se encontra dependente da sociedade na qual se propõe introduzir mudanças, que não há fórmulas universais de governação e que querer modernizar uma sociedade numa legislatura é um sonho tão dissociado da realidade, que apenas a propaganda pode disfarçar o artificialismo de uma visão de tão curto prazo.

 

A esperança reside agora numa confluência de circunstâncias que podem favorecer reformas educativas a longo prazo.

 

Depois de mais de uma década fora do poder, as fileiras do PSD estão repletas de quadros capazes e desejosos de implementar mudanças no país. Existem pessoas à altura de liderar um partido como o PSD – e consequentemente de ascenderem a PM – e encontramos igual excelência nas personalidades presidenciáveis. Por outras palavras, as hipóteses de virmos a ter um governo e uma presidência de direita são boas e a sustentabilidade governativa do PSD poderá dar azo às muito reclamadas reformas na educação.