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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

A democracia no PSD/Porto... que futuro?

Hugo Carneiro, 21.10.12

 

Para que percebam como as coisas andam no PSD/Porto, esta semana decorreu um plenário de militantes do maior núcleo da cidade - Paranhos. Num plenário onde cada militante de base, com as mais variadas origens e correntes de pensamento, foi confrontado com a votação de uma moção, não discutida, no final dessa assembleia. A votação de uma moção de apoio a um nome de um militante do PSD para a Câmara Municipal do Porto.

 

Ensinam os almanaques clássicos da democracia e da ciência política que a votação de um nome deve ser sempre realizada por voto secreto. E assim deve ser, ainda que seja uma moção que complete um apoio com um sem número de outros considerandos adicionais.

 

Para que percebam o estado da democracia interna do partido no Porto, não foi assim no Núcleo de Paranhos. Os militantes foram sujeitos em 5 segundos à votação de um nome de braço no ar, ao velho estilo do Estado estalinista.

 

Eu abstive-me, conforme podem observar pela notícia publicada "a correr" no JN. Abstive-me, porque discordando do timing político da questão autárquica no Porto e o processo em que está enquistado, a minha consciência e convicção assim determinaram. 

 

Observem, agora, com esta votação de um nome de braço no ar, o critério jornalístico usado. São referidas seis abstenções, mas apenas um nome é usado. Um objectivo presidiu à publicação do artigo desta forma, a tentativa de instrumentalizar um militante do PSD, que exercendo a função de adjunto do Presidente da CMP, justificaria a argumentação facciosa de alguns de que o processo político em curso no Porto nasce numa guerra Rio-Menezes. 

 

Não podia ter sido mais falhada a tentativa do jornal e de quem promoveu "a correr" a notícia. A abstenção de Hugo Carneiro não foi um voto contra um candidato, porque ele até se absteve.

 

Em Janeiro de 2012 avisei publicamente que o caminho que o PSD/Porto levava conduziria à redução ou eliminação do Porto como espaço livre de militância.


O tempo dá-me agora razão.

Este plenário era de militantes e à porta fechada; a moção não foi distribuída.

 

 

Votarei contra o perfil proposto pela Concelhia do PSD/Porto, que pretendem fazer aprovar na continuação do plenário esta quinta-feira, conforme referi já publicamente e com as razões estritas aduzidas em tempo.

 

Fica uma questão: Que PSD querem os militantes quando os nomes são votados de braço no ar e se assiste a um dos maiores condicionamentos da liberdade de expressão alguma vez visto no Porto?