Está triste o meu País.
Desanimado. Sem futuro?
Vejo as caras de sempre, as soluções de sempre, os entraves de sempre.
Serão sempre os mesmos a pagar, serão sempre os mesmos a lucrar.
Classe média nem cheirá-la.
Continuo a pagar impostos, muitos impostos. Continuo sem saber porquê nem para quê!
É por isto que sou PSD. É por isto que sou de Social Democrata. Não considero que mais ninguém saiba o que fazer com o meu dinheiro como saberá o PSD. Não será perfeito, mas não será esta anestesiante realidade cor de rosa que vivemos desde os tempos do verdadeiro engenheiro.
Isto sim é fracturante, a economia. Tudo o resto é conversa e é acessório.
E ando desiludido com a falta de pragmatismo económico do meu partido. Tantas mentes brilhantes, mas ninguém se chega à frente para dizer as coisas tal e qual como são. E quem o faz é apelidado por dissidente, traidor ou como querendo o mal do partido.
Há muito mais em jogo que egos, lugarezinhos para os do costume, e manutenção de posição social. É o futuro que se joga a cada momento, a cada dia que passa.
Cada dia perdido a interpretar mal os companheiros é um dia que se perde na luta pelo futuro do país. Cada dia perdido a não tomar as soluções de outros também como válidas, por orgulhos incompreensíveis, é um outro dia que se perde na luta pelo futuro do país.
Todos esses dias perdidos, são dias em que o povo anestesiado continuará a seguir o sonho cor de rosa.
Em que os nossos activos humanos sairão para outros países para não mais voltar.
Em que mais uma mão cheia de famílias passarão fome.
Outra mão cheia ficarão sem casa.
Alguém deixará de estudar porque não tem como pagar as despesas.
Alguém comerá a última carcaça que tem em casa.
Alguém pensará; "Assim como assim, votarei PS..."
Alguém retorquirá ; "Pois... que confiança nos dão os outros?"
De todos os pontos de vista. Está na altura, e espero que não seja tarde, de colocar os pés no chão. Abrir bem os olhos e trabalhar em prol do país. E se isso significa que é preciso olhar para dentro e apontar o que está mal, com a esperança que se torne melhor, não percamos tempo com o que é acessório. Façamos das nossas fraquezas a força da mudança.
Não sejamos como o PP em Espanha que está à beira da ruptura, principalmente em Madrid, devido a egos, falta de sã convivencia com a crítica e pouca atenção aos militantes.
Portugal merece mais e melhor.
Devemos isso a todos os portuguêses, a começar em cada um de nós.
Portugal não é um triste país. Apenas está triste.