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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

SOS TIMOR – Hau hakarak koalia portugues!

Elsa Picão, 20.05.12

 

 

A 20 de Maio de 2002 nascia o primeiro país do novo milénio, e um dos países mais pobres do Mundo. Timor-leste, que festeja agora 10 da restauração da independência, escolhia na altura o tétum e o português como línguas oficiais.

 

A ideia que em Timor-Leste se fala amplamente o português cai por terra à chegada. Fora de Dili, sobretudo, a comunicação é maioritariamente feita em tétum, bahasa e dialectos locais. O português, e o ensino do português, apesar dos esforços que têm sido feitos, continuam a ser um grande desafio. Um dos principais obstáculos á aprendizagem é a escassez de livros em português. Qualquer tipo de livros.

 

Estou a viver num Distrito e, aqui, dizem-me “Nós não queremos que gastem dinheiro a comprar livros novos, só que nos enviassem aqueles manuais escolares da primária, pré-secundária, secundária, gramáticas, dicionários que já não usam para podermos distribuir e ensinar.”

 

A resistência em recolher e enviar livros para países como Timor-Leste começa com a incerteza sobre se irão, de facto, chegar ao destino e beneficiar quem precisa. Estando em Timor-Leste consigo garantir que os livros chegariam até onde fazem falta. Sei, também, que os CTT têm uma tarifa económica para envio de livros e, tenho esperança que se o volume de livros for considerável os CTT serão solidários com os custos de transporte.

 

Vou cá deixar todos os livros que trouxe mas gostava de deixar mais! E para isso conto com a vossa ajuda! A título individual, em pequenos grupos, ou numa campanha de recolha deixem que os livros que já não usam viajem até este lado do Mundo para que outros, daqui, possam viajar ate onde a imaginação os levar.

 

Para mais informações sobre morada de envio ou formas de unir esforços deste e desse lado do Mundo para uma recolha mais organizada escrevam para soslivrosparatimor@gmail.com .

A Força das Convicções: António Lobo Antunes, a genialidade da escrita, a humildade de vida

Elsa Picão, 03.11.09
 
Amado. Odiado. António Lobo Antunes é um nome incontornável da Literatura Portuguesa.
Há cerca de duas semanas, com o pretexto de falar sobre o seu mais recente livro, “Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?”, numa altura em que comemora 30 anos de vida literária, António Lobo Antunes concede uma Grande entrevista a Judite de Sousa.
Não é para o novo livro de António Lobo Antunes que chamo a vossa atenção, mas para o Homem. Um Homem que fala se si como poucos fazem. Um Homem que afirma haver pessoas perante a grandeza sente vontade de se ajoelhar, e que o seu interesse último é estar mais próximo do coração da vida.
 “(Judite de Sousa) Já depois da operação, teve de fazer tratamentos no Hospital de Santa Maria.
(António Lobo Antunes) …cruzei-me na sala de espera com um senhor de muita idade que vinha de ambulância do Alentejo para sessões de radioterapia. Um homem muito magro pela doença, um camponês. Mas, como vinha ao hospital e ao médico trazia o melhor fato, um fato que estava cheio de manchas. Não tinha gravata. E quando o chamavam, ele avançava como um príncipe. E naquele colarinho abotoado vi a gravata mais bonita da minha vida.”
O excerto que transcrevo, só o acaso fez com que não o encontrássemos entre as páginas de um livro seu.

 

 

Feira do Livro

Margarida Balseiro Lopes, 10.05.09

 

A 79ª edição da Feira do Livro está aí. Até dia 17 de Maio teremos a oportunidade de nos regalar com milhares de livros, muitos deles que não vemos nas prateleiras das livrarias, durante o resto do ano.
É certo que este ano não tivemos a polémica do ano passado e, talvez por isso, muitos não terão reparado que a feira já havia começado.
Por isso, aproveitem. O horário foi alargado, e até às 21h30 poderemos deliciar-nos com um verdadeiro paraíso na terra. Sim, porque tal como Jorge Luís Borges, também eu “sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria”. Uma feira do livro, num espaço tão bonito como o Parque Eduardo VII, com boas promoções, então é o Céu!

50 Histórias para um Final Feliz

Bruno Ribeiro, 08.10.08

Foi hoje em Bruxelas, o pré-lançamento do livro "50 Histórias de Quem Foi Criança". O lançamento definitivo será dia 24 na Byblos Amoreiras em Lisboa e eu não vou faltar!

 

Trata-se do concretizar de um sonho antigo, partilhado pela Girassol Edições, pela Blustamp e pela Fundação Rotária Portuguesa que conseguiram conjugar boas-vontades e competências de várias personalidades, dos mais variados sectores da nossa sociedade.

 

Jornalistas, Comunicadores, Políticos, Escritores, Desportistas, Artistas... 50 pessoas aceitaram doar histórias para este compêndio e permitiram dar início a um projecto que contou depois com o empenho de muitas mais, na edição, impressão e promoçao desta obra.

 

O mais interessante é que os lucros da venda serão utilizados pela Fundação Rotária para atribuição de bolsas a estudantes carenciados, algo que já fazem há anos e que já permitiu apoiar mais de 8.000 crianças e jovens.

 

Este projecto já se cruzou comigo aqui e aqui. Deve ser um sinal. Está decidido: no próximo Natal não vou deixar de presentear os mais pequenos do meu círculo próximo com esta prenda e ajudar a motivá-los para a leitura não esquecendo o que hoje ouvi da boca de Fernando Sarmento, o editor: a nossa cultura é o grande embaixador do nosso país!