Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

Alegre, o Hipócrita

Miguel Nunes Silva, 14.01.11

 

 

 

 

"Se alguém é um Presidente da República de facção, chama-se Cavaco Silva, que tomou posição ao ameaçar com uma crise política"

 

 

É preciso ter-se muita lata para num dia se ser apoiado por Jorge Sampaio e no outro acusar Cavaco (o candidato que Ramalho Eanes apoia, já agora) de ser faccioso.

 

Não foi ele que se candidatou "contra a direita"? O tal "bloco conservador" ?

 

É preciso ter lata...

Um dilema (pouco) Alegre

Paulo Pinheiro, 19.10.10

 

Muitos têm dado a sua opinião sobre o que entendem sobre este Orçamento do Estado! Muitos... mas não Manuel Alegre!

 

Este silêncio de um candidato à mais alta magistratura do país é comprometedor!

 

Para alguém que sempre anunciou a sua candidatura como "suprapartidária, mas não neutra" demonstra agora que se encontra preso às posições opostas dos partidos que o apoiam. Por um lado o BE que vai votar contra este OE, do outro o PS que é seu autor!

 

Foi Alegre que acusou Cavaco de ser conivente com vários compromissos, mas é ele quem se encontra agora amarrado a uma teia tão densa, espartilhado entre os compromissos com o BE e o PS, tendo de evitar qualquer irritação de ambas as partes, perdido na confusão ideológica que sempre o caracterizou!

 

O que se pretende de um candidato presidencial é que tome posições firmes, concretas e transparentes, apresentando orientações através de um programa claro baseado na realidade. Que no meio da tribulação seja a voz da moderação e do equilíbrio, alertando sempre para o que está mal e evidenciando os bons exemplos... nunca se remetendo ao silêncio quando se trata de uma questão de importância nacional.

 

Esta candidatura é de facto neutra, porque Alegre não se sabe para onde virar...

Esta candidatura passou rapidamente de suprapartidária para infrapartidária, porque Alegre se sucumbiu aos interesses dos partidos que o apoiam...

 

Não é este o Presidente que Portugal precisa!

Alegre?! Alegre. Alegre ...

Miguel Nunes Silva, 18.01.10

 

 

Que Manuel Alegre será o mais forte rival de Cavaco Silva nas próximas eleições já é bem claro. Mas é de pasmar que ninguém inquira o porquê...

 

O que oferece Alegre ao país? Já governou ele alguma coisa? Sabemos que foi deputado e militante mas experiência de governação? Nenhuma... Nem uma secretariazita de estado? Nada...

Edita algumas publicações no seu tempo e pouco mais embora a sua biografia oficial refira que "(...) participa esporadicamente no I Governo Constitucional de Mário Soares (...)", algo notável para alguém que nunca foi capaz de acabar a licenciatura...

 

É de louvar que a sociedade civil promova candidaturas de fora do mundo político mas se a experiência de trabalho é exigida a todos os recentes licenciados (que em muitos casos apenas a podem adquirir com estágios ou trabalhos não remunerados) porque não aos candidatos? 

Ora, para além dos seus dotes literários e da sua vida de militante, que tem ele a oferecer ao Portugueses? Poderíamos dar o benefício da dúvida, até porque as melhores ideias podem vir das pessoas e áreas mais insuspeitas, mas na verdade Alegre não tem uma única proposta concreta.

 

Sempre que procedemos ao exercício de conceber uma presidência Alegre, vemos as nuvens negras a avançarem no horizonte:

 

Alegre diz que se quer opor ao "bloco conservador" e que a direita quer monopolizar o poder executivo mas na verdade Alegre concretizaria isto mesmo para o PS (nem sequer para a esquerda), já para nem falar que um Presidente deve falar pelo Estado e por todos os cidadãos e não apenas pelos que não são "conservadores". Mas será que o Sr. Candidato não percebe que se está a assumir como tendencioso?

 

Nunca é bom sinal quando alguém se apresenta como contraposição mas que tem Alegre a oferecer de positivo? Oferece "(...) uma alternativa, de esquerda, mas também daqueles que não se conformam e que querem ver renascer a esperança em Portugal". 

 

Não é concebível proposta mais estéril e demagogicamente barata mas adiante, que tem ele a dizer da principal bandeira da actual Presidência - a economia?

"(...) citou Jorge Sampaio para dizer que há mais vida para além do orçamento".

 

Ou seja, em oposição ao programa de Cavaco de "cooperação estratégica" com o governo, e de vigilância e supervisão sensata a potenciais erros do executivo - Estatuto dos Açores, endividamento nacional - Alegre adivinha-se como um Presidente belicoso, qual elefante na loja de porcelana da política Portuguesa, sem sequer tendo a consciência de que o próprio Sampaio - tarde e a más horas - veio alertar para o problema da dívida, como que à procura de redenção.

 

Se um Sampaio indolente deixou o despesismo guterrista levar o país para o pântano, então que podemos esperar de alguém que numa altura em que o Estado Português bate recordes de endividamento, e na mesma semana em que as agências de rating penalizam Portugal, decide re-anunciar aos Portugueses que há vida para além do défice?...

 

Seria difícil que alguém que conta com o apoio do Bloco de Esquerda tivesse a mínima credibilidade mas mesmo depois de dado o benefício da dúvida a única conclusão a tirar é que Alegre não é nem nunca será ..."presidenciável".

Fashion-victims!

Essi Silva, 19.09.09

Há coisas fantásticas. Uma delas são as modas políticas.

 


 

Colecção Legislativas 2009/2013: "Asfixia Democrática"


Toda a gente o diz. A expressão "Asfixia democrática" está na moda. Ainda hoje vinha no metro e ouvi uma menina a perguntar à mãe o que significava. (A mãe é que não tinha fashion-sense e só soube explicar com um "são coisas de adultos")


Começou com Manuela Ferreira Leite que lançou a expressão no tópico da saída de Manuela Moura Guedes do Noticiário de Sexta-feira da TVI. "quando há um sentimento no país de que existe verdadeiramente uma asfixia democrática [...]"


Seguiu-se o PS, que não poderia resistir ao desafio da oposição, a implicar com a governação de Jardim na Madeira e a falar sobre o afastamento de Pedro Passos Coelho pela líder do PSD.


Como Louçã não queria ficar para trás na nova "trend", também decidiu juntar-se à malta. "A primeira asfixia democrática foi quando, no tempo de Cavaco Silva, se controlavam os telejornais da RTP"


Com o caso das escutas à Presidência da República, o PSD voltou a revindicar a moda como sua (recordem-se que foi Rangel quem criou o conceito nas Celebrações do 25 de Abril em 2006) e a demonstrar a sua supremacia no mundo da haute-couture política.


Mas tal como numa verdadeira guerra entre a Versace e a Gucci, o PS lançou-se logo com Manuel Alegre a afirmar que  “A lógica do Estado mínimo traz consigo uma lógica de asfixia social e esta sim traz asfixia democrática”.


Aguardamos mais detalhes da Fashion TV mas até lá apontem aí: Asfixia democrática! Um must-have da nova colecção Primavera/Outono 2009!