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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

D. Mário, o hipócrita

Miguel Nunes Silva, 04.11.12

 

A hipocrisia desta criatura nunca me deixa de surpreender.


Então o senhor que levou Portugal para a Europa e que como tal teve que se comprometer com reformas profundíssimas incluindo uma revisão preparatória da constituição, com políticas europeias duríssimas como a destruição de grande parte da frota pesqueira Portuguesa, ou culturas agrícolas, o bobo da corte que foi de rabinho entre as pernas pedir por favor à Índia para retomar relações diplomáticas e económicas apesar de estas terem sido cortadas por um acto de agressão militar Indiano a Portugal condenado internacionalmente e que nem a hiper-falível e parcial ONU da Guerra Fria, aprovou - por falar em isolamento diplomático... - este mesmo senhor tem a gigante lata de dizer que este governo, ESTE, o mesmo que está à beira da bancarrota depois de décadas de governação socialista, ESTE GOVERNO é submisso?!!!!!!.... 

 

Sim, Sr. Soares, chamam-se credores, e sim somos submissos ...GRAÇAS A SI!!!

Como Libertar o Futuro: (II)

Miguel Nunes Silva, 12.03.10

A esquerda domina em Portugal. Este lado do espectro político manteve-se no poder com três visões governativas: a Soarista que recusava o radicalismo comunista e que prometia prosperidade pela moderação, a Guterrista que depois do colapso do bloco soviético garantia poder governar de forma liberal sem comprometer as preocupações sociais, e a Socratista que numa era sem ideologias ofereceu a imagem de um PM jovem, dinâmico e voluntarista, e que nunca se chegou a aperceber de que essas características são ainda mais importantes na sociedade que se propunha governar.

 

Mas a esquerda está exausta. A máquina de sonhos sobreaqueceu e já nem tem a capacidade de diferenciar entre lealdade partidária e apologia do conspurcado.

 

A fraqueza da actual esquerda, reflectida na sua juventude política sem causas, tímida e resignada tribuna de causas fracturantes, é outra das circunstâncias favoráveis que auxiliará à sustentabilidade governativa de um regime de centro-direita comprometido com reformas controversas.

 

Libertar o futuro consistirá então na tarefa de livrar Portugal de um endividamento estagnante e dotar o país dos meios necessários para que as novas gerações possam perpetuar o legado nacional.

 

A libertação do futuro terá dois obstáculos: o primeiro é o da perpetuação do sistema de segurança social e o segundo é a direita populista.

 

A perpetuação do sistema da segurança social é virtualmente impossível mas qualquer tentativa de o reformar contará com o alarmismo esquerdista, que facilmente contaminaria uma sociedade demasiado dependente do sector estado.

 

O populismo de direita poderá minar uma governação reformista pois contará com o barato argumento do atraso das reformas. O perigo de entrar em compromissos com a direita populista está em trocar preocupações nacionais por ganhos eleitorais. Por outras palavras, abandonar a visão de longo prazo pela de curto prazo.

 

Temores aparte, a janela de oportunidade para Portugal está mais uma vez entreaberta. Resta confiar que Portugueses e Sociais-Democratas estejam preparados para arejar a casa e livrar-se do cheiro a mofo da mobília cor-de-rosa.