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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

Belmiro de Azevedo

Pedro Miguel Carvalho, 19.03.13

Durante cerca de três anos, com imenso prazer e dedicação, trabalhei para a insígnia MC da Sonae. No decorrer de todo esse tempo tive o maior respeito pelos responsáveis daquela empresa, nomeadamente pelo seu chairman, Belmiro de Azevedo que até ao dia de hoje foi um homem que muito admirei.

 

Admirei Belmiro de Azevedo, por ser um homem do povo, que a pulso, com o seu trabalho, fez com que uma empresa que em 1959 foi fundada com uma única área de negócio, os estratificados de madeira, se tornasse naquilo que é hoje.

 

Hoje, logo pela manhã, ouvi no noticiário que Belmiro de Azevedo havia proferido em Vila Nova de Gaia, no Clube dos Pensadores, que "se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém".

 

Eu, não acredito na desvalorização da mão-de-obra. Penso não ser possível que um trabalhador ande verdadeiramente motivado se o seu ordenado não for apelativo, penso também que a economia não crescerá por esta via.

 

 

 

 

Mas reparemos:

 

Belmiro de Azevedo é proprietário de uma das maiores cadeias de retalho alimentar. Se a população não tiver dinheiro, faz menos compras, a Sonae MC factura menos.

 

Belmiro de Azevedo é proprietário de uma das maiores cadeias de comércio a retalho de bens não-alimentares. e a população não tiver dinheiro, faz menos compras, a Sonae SR factura menos.

 

Belmiro de Azevedo, é proprietário de uma operadora de comunicações móveis. Se a população não tiver dinheiro, cortará no telemóvel e a SonaeCom factura menos.

 

Belmiro de Azevedo é gestor de património imobiliário (galerias comerciais). Se a população não tiver dinheiro, cortará nas idas ao Shopping e a Sonae RP factura menos.

 

Para finalizar apenas digo, o lema da Sonae é "Improving your life". Tenho dúvidas que com fraco salário as pessoas melhorem a sua vida.