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PSICOLARANJA

O lado paranóico da política

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O lado paranóico da política

OI?! - Parte PSD/Gaspar

Essi Silva, 21.03.13
Mudem a medicação do PSD. E do Gaspar também.

O PSD, e como bem relembrou Teixeira dos Santos, ratificou e contribuiu na redacção do memorando da Troika. Para além disso, assumiu-o no seu programa eleitoral, praticamente com copy-paste de algumas medidas. Defendeu o memorando com unhas e dentes, incluindo medidas que iam além da proposta da Troika, porque achava que o memorando era bom mas não era óptimo.
E AGORA VEM DIZER QUE AFINAL O DOCUMENTO FOI MAL DESENHADO?
Mas está tudo louco?
Quase dois anos de governação de braço dado com o memorando e a Troika depois, o documento foi...mal desenhado?!

A sério. Metam-se num buraco e não saiam de lá. Declarações destas não são ridículas. São um ESCÂNDALO!
Espero bem que o meu partido esteja orgulhoso de ter eleito um Governo, que primeiro pede aos portugueses para darem tudo o que têm e depois diz que a sua Bíblia, afinal de contas não é tão boa como afirmava!

(E agora vou beber qualquer coisa, a ver se me acalmo!)

Vítor Gaspar gastou muito dinheiro a estudar

Hugo Carneiro, 15.10.12

 

 

 

Dr. Vítor Gaspar, hoje disse que retribui ao país a sua educação «extraordinariamente cara». Acha que alguém quer saber disso no momento em que sofre a maior ablação de rendimentos alguma vez vista?
Acha, honestamente, que esse discurso reforça a confiança dos portugueses?
Eu acho que não!

Temperança

Ricardo Campelo de Magalhães, 20.09.12

O meu artigo sobre Vitor Gaspar no Diário Económico:

O ideal seria um ministro liberal. Um ministro que, como foi pedido nas manifestações do dia 15 de Setembro, cortasse a fundo nos privilégios e nas despesas do Estado.

Um ministro que, como foi prometido no programa do governo, corrigisse o défice em dois terços pelo lado da despesa.

Mas quem seria essa opção ideal? António Borges, o responsável das privatizações que sugeriu a concessão? Braga de Macedo, o homem que deseja a desvalorização fiscal? Uma outra figura sem credibilidade internacional?

Portugal é hoje um país intervencionado e na mão dos credores Europeus. Consequentemente, o ministro das Finanças era o conselheiro chefe do presidente da Comissão Europeia e o governador do BdP um vice-presidente do BEI. Neste contexto, Gaspar é um técnico executor com a aprovação de Bruxelas, Washington (FMI) e Frankfurt (BCE).

Gaspar é apenas o técnico e o mensageiro. Como técnico, tem provas dadas a nível Europeu. Como mensageiro, não é responsável pela mensagem que tem de entregar, embora o pudesse fazer de uma forma mais humana e mais adaptada à comunicação.

As políticas de Gaspar não são as minhas políticas. É certo que cortou fundos a 60% das fundações avaliadas e é certo que já poupou mais de mil milhões em renegociações de SCUTs, mas é muito financeiro e falta-lhe a coragem para legislar sobre as pensões mais elevadas ou avançar com medidas de impacto como o cheque-ensino.

O povo está revoltado e tem razão para isso: os 5.000 milhões em falta não podem vir de novos impostos sobre a classe média mas antes de genuínos cortes na despesa. A austeridade é inevitável, mas o mix de políticas pode e deve ser negociado com os credores. E este é um debate em que todos devemos participar!

Mas remodelar o Governo e retirar de lá o melhor técnico e a referência de credibilidade dos credores não é certamente uma opção.
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Ricardo Campelo de Magalhães, Consultor Financeiro